‘Para apagar esse leve arranhão na FAB, sargento terá punição exemplar’, diz Eduardo Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 10/07/2019 16h10
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados"É uma conduta individual e desviante, não vai manchar a farda das forças armadas", afirmou o deputado

O deputado federal e presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), declarou que a apreensão de 39kg de cocaína com o sargento da Força Aérea Brasileira foi um “leve arranhão” na imagem da FAB e que o ato será punido de “forma exemplar”.

Bolsonaro afirmou isso após audiência pública na Câmara dos Deputados que discutiu o caso. Manoel Silva Rodrigues foi preso no dia 25 de junho, em Sevilha, na Espanha. Ele viajava em um avião da FAB em comitiva de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

“Certamente a força aérea não vai ser conivente com esse tipo de conduta e vai punir ainda mais quando comprovado que o autor é mesmo o sargento”, disse o deputado. “Uma situação desconfortável, estamos todos tristes com isso, a força aérea brasileira e a FAB são muito maiores do que isso. Para melhorar a sua imagem e apagar esse leve arranhão terá uma punição exemplar”, completou.

Ele deixou claro que a investigação prossegue em segredo de justiça, mas que “fica a desconfiança”. “Essa quantidade grande, provavelmente não foi a primeira viagem dele. Esse sargento já viajou em outros governos, com outros presidentes”, pontuou.

Uma das maiores dúvidas segue sendo como o sargento embarcou no voo com essa quantidade de drogas na mala, já que, de acordo com o próprio presidente Jair Bolsonaro, “no seu avião, todos são revistados”. Sobre isso, Eduardo disse que “cabe à FAB rever a sua conduta”. “Vamos ser sinceros que determinadas coisas são impossíveis de prever. É uma conduta individual e desviante, não vai manchar a farda das forças armadas”.

Já o Tenente Coronel, Carlos Oliveira, do Comando da Aeronáutica, afirmou que todas as diligências que são necessárias para a elucidação dos fatos serão tomadas.

“Não há nenhuma intenção de minimizar ou negar o que aconteceu, faremos a investigação para identificar e solucionar os problemas que por ventura estejam ocorrendo na força aérea”, esclareceu.