Pará transfere 30 líderes de facções após descoberta de plano de fuga

O plano envolveria ao menos 400 detentos do Complexo de Americano, em Santa Izabel do Pará; um túnel de oito metros de profundidade e 40 de comprimento foi obstruído

  • Por Jovem Pan
  • 24/06/2019 15h20
DivulgaçãoPará transferiu 30 líderes de facções criminosas para unidades federais, após descoberta de plano de fuga

Trinta detentos de presídios do Pará foram transferidos para unidades federais na última sexta-feira (21). A medida foi tomada depois que um plano de fuga em massa foi descoberto. Ele envolveria ao menos 400 detentos do Complexo de Americano, em Santa Izabel do Pará.

A transferência foi realizada pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, junto com Força Aérea Brasileira (FAB), a pedido do estado.

A fuga estava programada para o sábado, dia 22, segundo o governo estadual. O plano era articulado pelos 30 detentos transferidos, supostos líderes de facções criminosas. Ele foi descoberto pela Polícia Civil e pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará, que identificaram e obstruíram um túnel de oito metros de profundidade e 40 de comprimento.

Em coletiva de imprensa, o governador Helder Barbalho (MDB) informou que a ação teria “repercussões em outras unidades prisionais, nas ruas e também em serviços e áreas públicas”. O deslocamento dos supostos líderes seria parte de uma estratégia desenvolvida para que se evitasse episódio semelhante ao ocorrido no Ceará em janeiro, indicou o governador.

Em meio à crise de segurança pública no estado, 23 presos ligados ao Comando Vermelho (CV) fugiram da Cadeia Pública de Pacoti. Segundo Barbalho, também foram tomadas medidas de saturação dentro do presídio. O governador informou ainda que os presos seriam líderes de “atuações envolvendo violências ostensivas no estado e tráfico de drogas”.

De acordo com o governo, as articulações dos detentos seriam uma resposta a uma portaria instituída no início de junho que impediu a entrada de alimentos nas unidades prisionais, fora as refeições servidas regularmente.

Barbalho indicou que a permissão facilitava visitas a burlarem os sistemas fiscalização, fazendo assim com que telefones celulares chegassem aos detentos. Ele afirmou ainda que processos de escaneamento foram reforçados no presídios.

As medidas teriam motivado “esta reação e esta tentativa de desestabilização do sistema carcerário paraense”, disse o governador.

*Com informações do Estadão Conteúdo