‘Não restam dúvidas sobre intenções autoritárias’, diz presidente do PSDB sobre fala de Eduardo

Outros partidos, como DEM e MDB, também repudiaram a declaração

  • Por Jovem Pan
  • 31/10/2019 17h20
Lucio Bernardo Jr./Câmara dos DeputadosBruno Araújo afirmou que "ameaçar a democracia é jogar o Brasil novamente nas trevas

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, reagiu nas redes sociais à fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) que sugeriu um “um novo AI-5” no País caso a esquerda radicalize o discurso contra o governo. O partido condenou a declaração do filho do presidente Jair Bolsonaro e viu nela “intenções autoritárias”.

“Ameaçar a democracia é jogar o Brasil novamente nas trevas”, disse a nota publicada nas redes sociais. O partido, declarou o dirigente da sigla, “condena de maneira veemente as declarações do filho do presidente da República”.

O presidente do PSDB também relacionou a declaração a “intenções autoritárias”. “Parece que não restam mais dúvidas sobre as intenções autoritárias de quem não suporta viver em uma sociedade livre. Preferem a coerção ao livre debate de ideias. Escolhem a intolerância ao diálogo.”

DEM

O presidente do DEM, ACM Neto, também divulgou nota comentando o ocorrido. “As declarações do deputado Eduardo Bolsonaro são uma inaceitável afronta à democracia. Nesse momento o país precisa de equilíbrio e responsabilidade, não de ameaças e radicalizações como as defendidas pelo parlamentar”, escreveu.

No comunicado disse, ainda, que o partido “condena e vai combater qualquer tentativa de ameaça à liberdade política e ao pleno funcionamento das instituições do nosso país”.

MDB

Já o MDB emitiu uma declaração assinada pelo presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, classificando como “inaceitável” qualquer menção a atos contra liberdade.

“Como Movimento Democrático Brasileiro que nasceu e cresceu na defesa da Constituição, consideramos inaceitável qualquer menção a atos que possam colocar em risco, de novo, a liberdade do cidadão brasileiro”, disse a nota.

O MDB fez referência ao AI-5 como o “pior mal” da ditadura militar. “O Brasil espera que não percamos o equilíbrio e o foco no que mais precisamos: empregos e renda para as pessoas”, afirmou o partido.

* Com informações do Estadão Conteúdo