Patrulhamento de estradas que levam ao Rio deve aumentar durante intervenção

  • Por Jovem Pan
  • 22/02/2018 16h06
PAULO LOPES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDODe gravata com cadeiras amarelas, Torquato Jardim, Ministro da Justiça, participa de entrevista coletiva na sede da Secretaria de Segurança Publica de São Paulo (SP), nesta quinta feira (22), após encontro com os secretários de segurança dos estados de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.

As polícias rodoviárias dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo deverão patrulhar as estradas que dão acesso ao Rio de Janeiro durante a intervenção federal. Esta é, por enquanto, a única medida concreta que as autoridades paulistas, mineiras e capixabas deverão adotar em resposta às ações da União no estado fluminense.

Os secretários de Segurança dos três Estados e o ministro da Justiça Torquato Jardim anunciaram a elaboração de um protocolo de intenções depois de reunião realizada nesta quinta-feira (22) em São Paulo.

Por enquanto, o patrulhamento reforçado será implementado nas rodovias Presidente Dutra, ligação entre São Paulo e Rio, e Fernão Dias, que conecta Minas a São Paulo.

O secretário da segurança pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, diz que, se houver necessidade, outras estradas federais podem entrar no plano e receber reforço no patrulhamento.

“Se nós detectarmos a necessidade de que outras rodovias federais tenham também essa suplementação de efetivo advindo da polícia rodoviária estadual, tudo bem. O protocolo de intenções, o convênio será amplo para possibilitar que em outros quadrantes do Estado a gente possa atuar também”, disse Mágino Alves.

As autoridades alegam que não que não há risco, por enquanto, de migração de criminosos do Rio de Janeiro com a intervenção federal.

O secretário de segurança pública e defesa social do Espírito Santo, André Garcia, afirma que as ações tem caráter de precaução.

“Não acredito que haja uma preocupação com relação à migração de criminosos. Não é essa a primeira preocupação, mas sim com a possibilidade eventual de migração de modalidades criminosas ou de atuação de grupos mais intensa nas regiões de divisa”, tergiversou Garcia. “Por isso estamos organizando os planos operacionais de contingência para aumentar a presença policial, os pontos de bloqueio e vigilância na divisa”, garantiu o secretário capixaba.

O ministro da Justiça promete cooperação política, financeira e operacional aos Estados que fazem divisa com o Rio de Janeiro. Ao ser questionado se a União tem dinheiro para prestar esse socorro, Torquato Jardim disse que essa ajuda pode ser oferecida de outras maneiras.

“A cooperação financeira não é necessariamente recursos em moeda”, ponderou. “Pode ser recursos em equipamentos, combustível, armamentos”.

O secretário paulista, Mágino Alves Barbosa Filho, disse ainda que o policiamento de rotina não deve ser afetado pelas ações de apoio à intervenção nas divisas.

Policiais militares de tropas de reserva e equipes de departamentos especializados da polícia civil podem ser empregados nessa iniciativa.

As informações são de Tiago Muniz ao Jornal Jovem Pan: