Pelo menos 100 estatais podem ser privatizadas, diz ministro da Infraestrutura

  • Por Jovem Pan
  • 08/01/2019 12h24 - Atualizado em 08/01/2019 12h39
Wilson Pedrosa/Estadão ConteúdoMinistro também planeja passar à iniciativa privada os setores portuário e ferroviário

Pouco antes da segunda reunião ministerial com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que a privatização ou a liquidação de pelo menos 100 estatais está sendo analisada pelo governo.

“É possível colocar em prática se você pensar que há muitas subsidiárias. Obviamente, a gente está falando não só de privatizações, mas também de liquidação de empresas que não fazem mais sentido. As liquidações vão desonerar o orçamento e vai sobrando dinheiro para investir em outras prioridades”, disse.

As privatizações devem acontecer nos próximos meses, mas ainda não há uma lista detalhada de empresas ou de prioridades. Entretanto, o ministro garantiu que critérios funcionais, ainda não revelados, nortearão as desestatizações.

Investimento privado na Infraestrutura

O ministro também sinalizou que sua pasta já está se organizando para buscar investimentos no setor privado para alavancar temas da pasta. “Não há mais recurso fiscal. Para prover infraestrutura, vamos ter que contar muito com a iniciativa privada, por isso, nosso foco nas concessões, nas parcerias público-privadas”, ressaltou.

Outro foco do Ministério da Infraestrutura deve ser o aproveitamento de projetos de parlamentares “que vão contribuir para a melhoria do ambiente de negócios e segurança jurídica”.

Além disso, os setores ferroviário e portuário também estão nos planos da pasta ministerial para receberem investimentos. Freitas explica que é possível que essas duas esferas passem para a iniciativa privada. “Tenho que pegar todos os trechos passíveis de exploração pela iniciativa privada. Isso vai fazer com que, na área da concessão, a gente disponibilize para a iniciativa privada quase 9 mil quilômetros de rodovias”, concluiu. Ainda segundo Freitas, pelo menos 5,6 mil quilômetros serão fruto de novas concessões.

*com informações da Agência Brasil