Perdão a Joesley tem alta rejeição, revela pesquisa

  • Por Estadão Conteúdo
  • 26/06/2017 09h02
BRA111. LAPA (BRASIL), 21/03/2017 - Vista general de la compañía del grupo cárnico JBS Seara en la ciudad de Lapa, estado de Paraná, Brasil, la cual fue inspeccionada por el ministerio de Agricultura de Brasil, Blairo Maggi, hoy martes 21 de marzo de 2017. Según la policía, varias de las principales cárnicas del país, entre ellas JBS y BRF, con la complicidad de fiscales sanitarios corruptos, "maquillaron" con productos químicos carnes que estaban en mal estado y no cumplían con los requisitos para la exportación.EFE/Joédson Alves Joédson Alves/EFE JBS - EFE

Para 81% dos brasileiros, os empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, deveriam ter sido presos pelos crimes que cometeram nos últimos anos, segundo pesquisa Datafolha publicada ontem. Os dois obtiveram imunidade penal ao fazer acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

A mesma pesquisa mostra que 83% da população considera que o presidente Michel Temer teve participação direta “nos esquemas de corrupção descobertos pela Lava Jato com a gravação dos donos do JBS”.

Joesley gravou uma conversa que teve com Temer em março, no Palácio do Jaburu. Na ocasião, o empresário indicou que fazia pagamentos ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao corretor Lúcio Funaro para evitar que os dois assinassem um acordo de colaboração com a Lava Jato. 

No diálogo, Joesley diz ter zerado “pendências” com Cunha a fim de manter bom relacionamento com o deputado cassado. Temer, neste momento, responde: “Tem que manter isso, viu?”. Joesley acrescenta: “Todo mês”. 

A gravação faz parte do inquérito da Polícia Federal e deverá embasar a denúncia contra Temer que a PGR vai apresentar. 

O levantamento do Datafolha mostrou ainda que, após a revelação dos detalhes da delação dos donos da JBS, a avaliação positiva do governo Temer oscilou negativamente de 9% para 7%. Trata-se do menor índice dos últimos 28 anos, segundo a série histórica de pesquisas do instituto. Desde abril, a parcela da população que considera o governo ruim ou péssimo subiu de 61% para 69%.

O Datafolha ouviu 2.771 entrevistados em todo o País entre os dias 21 a 23 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.