Perícia deve atrasar rito do impeachment

  • Por Estadão Conteúdo
  • 15/06/2016 09h37
Comissão Especial do Impeachment 2016 (CEI2016) realiza reunião para ouvir testemunhas. Senador Humberto Costa (PT-PE) em pronunciamento à bancada. Mesa (E/D): ex-secretário adjunto da Casa Civil da Presidência da República, Gilson Alceu Bittencourt; relator da CEI2016, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG); presidente da CEI 2016, senador Raimundo Lira (PMDB-PB); secretário-geral da Mesa, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho Foto: Geraldo Magela/Agência SenadoComissão do impeachment - Ag. Senado

A base do presidente em exercício Michel Temer sofreu um revés na comissão do impeachment após a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, de aceitar recurso da defesa de Dilma Rousseff para a realização de uma perícia no processo. Novamente, o calendário deve ser prolongado, desta vez, em até oito dias. 

“Possivelmente teremos o trabalho de instrução entrando pela semana que vem. Aliás, quando apresentei como proposta o cronograma, alertei que a fase de instrução seria necessariamente mais flexível”, disse o relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG).

A fase mencionada pelo tucano, que é dedicada a ouvir testemunhas e colher provas, estava prevista para ser encerrada na próxima sexta-feira (17). Agora, a instrução deve ser estendida até o dia 25, prazo para realização da perícia.

O procedimento será conduzido por técnicos do Senado. Os nomes foram indicados pelo presidente do colegiado, Raimundo Lira (PMDB-PB), e aprovados pelos demais senadores.

Parlamentares ligados a Temer buscam, diariamente, correr com os prazos. Na última sessão, adotaram a estratégia de não fazer perguntas às testemunhas. A base aliada minimizou o fato de Lewandowski ter derrubado a decisão do colegiado de cancelar a perícia. Na última terça-feia (14), políticos defenderam que a perícia não deve prolongar o processo.

Testemunhas

Simone Tebet (PMDB-MS) argumenta que o que vai atrasar o cronograma é quantidade de testemunhas da defesa, não a perícia. Dilma Rousseff poderá trazer até 40 depoentes para falar em seu favor. Até o momento, apenas dois foram ouvidos.