Pesquisa do Procon afirma que 55% dos consumidores já sofreram preconceito

O baixo poder aquisitivo foi o principal motivo na percepção dos entrevistados (60%), seguido pela cor (15%) e por ser mulher (8%)

  • Por Jovem Pan
  • 22/07/2019 15h37
DivulgaçãoQuanto ao local onde as pessoas foram discriminadas, 36% declararam ter sido em uma loja

Uma pesquisa feita pela Fundação Procon-SP divulgada nesta segunda-feira (22) revelou que 55% dos consumidores já sofreram discriminação ao comprar ou querer comprar um produto. O baixo poder aquisitivo foi o principal motivo na percepção dos entrevistados (60%), seguido pela cor (15%) e por ser mulher (8%). Foram entrevistados 1659 pessoas.

O levantamento apontou que 62% dos discriminados possuem um baixo poder aquisitivo, ou seja, não tem renda ou a faixa de renda é de até três salários mínimos. A pesquisa constatou ainda que, considerando a relação por cor, os negros foram as maiores vítimas de preconceito: 65% declararam já ter sofrido discriminação.

Na relação por identidade de gênero e entrevistados em cada grupo, verificou-se que entre os homens transgêneros ocorreu a maior incidência: 18 dos 29 homens transgêneros entrevistados apontaram que foram discriminados, representando 62%.

Quanto ao local onde as pessoas foram discriminadas, 36% declararam ter sido em uma loja (de roupas, calçados, eletroeletrônicos, entre outras), 16% em estabelecimento financeiro (banco, financeira, seguradora e similares), 8% em shopping center, 5% em estabelecimento que oferece refeições e 5% em concessionária de serviço público.

Diante da discriminação, a maioria, 56%, não tomou nenhuma atitude; 28% apenas exigiram respeito aos seus direitos; 10% notificaram a Ouvidoria da empresa; e, somente, 4% denunciaram às autoridades competentes, sendo que 18 recorreram ao Procon.

Vítimas de discriminação podem reclamar no Procon-SP

Aqueles que se sentirem vítimas de preconceito podem reclamar nos canais de atendimento do Procon-SP. “É fundamental que o consumidor faça sua denúncia para garantir o seu direito e para que a fundação possa apurar o fato sempre com o objetivo de equilibrar e harmonizar as relações de consumo”, afirmou o Procon.