Petrobras avalia aderir ao Programa de Governança das Estatais

  • Por Estadão Conteúdo
  • 19/07/2016 12h46
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Todas as brechas para provar que a Petrobras é uma empresa íntegra e que foi um pequeno grupo de corruptores que fez mal à empresa estão sendo aproveitadas, afirmou, nesta terça-feira (19), o diretor executivo de Governança, Risco e Conformidade da estatal, João Elek, “queremos nos deixar conhecer para ganhar a confiança do nosso público estratégico depois de passada a má experiência, na qual a empresa foi vitimada por empresas envolvidas em esquema de corrupção”, disse, em apresentação de mais um evento dos Fóruns Estadão sobre Governança Corporativa.

Nesse sentido, a petrolífera avalia aderir ao Programa de Governança das Estatais lançado, no ano passado, pela BM&FBovespa, que surgiu em meio aos questionamentos sobre a credibilidade e ingerência dessas companhias. A adesão é voluntária e, até aqui, nenhuma estatal entro, “estamos avaliando se nos enquadramos e o que seria necessário para fazer a adesão para trilhar um caminho mais transparente do que hoje”, destacou.

Internamente, Elek diz que uma das mudanças que pode ser notada é o reperfilamento do seu Conselho de Administração com nomes diferentes dos vistos antigamente, caracterizados por escolhas de perfil político. Ainda no conselho, o executivo conta que foram criados comitês, os quais, segundo o gestor, são muito ativos atualmemnte, “eles orientam para assuntos importantes para a Petrobras”.

O diretor pontuou que os processos na companhia foram uniformizados e que uma das mudanças, com o objetivo de evitar más condutas, foram criadas para acabar com “assinaturas individualizadas”. Isso significa que, em um processo decisório, mais de uma pessoa deve ser o responsável pela aprovação.

Outra medida para ampliar o nível de transparência foi terceirizar o canal de denúncia para trazer mais conforto aos funcionários em utilizar esse instrumento.

Por conta do fato de ter estado envolvida em esquemas de corrupção envolvendo fornecedores, Elek disse que a diligência cresceu e que há um processo a ser seguido pelas instituições que querem fazer parte da rede de fornecedores da estatal.

O executivo destacou que vem sendo aprimorada a política de consequências, “quando há desvios de valores e procedimentos, é preciso ter punição de acordo com a gravidade da infração. Assim purificamos a base e  isso vai do topo até o chão da fábrica”, analisou.