PF conclui exames periciais e confirma que restos mortais são de Dom e Bruno

Corpos serão entregues às famílias nesta quinta-feira, 23 e a previsão é de que sejam transportados às 14 horas, no Aeroporto de Brasília

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2022 20h40
ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO corpos de bruno pereira e dom phillips Restos mortais foram confirmados, pela Polícia Federal, serem de Dom e Bruno

A Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) do Amazonas concluiu, nesta quarta-feira, 22, os exames periciais que confirmam serem do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira os restos mortais encontrados no local de buscas pelas vítimas, no Vale do Javari. De acordo com a corporação, os corpos serão entregues às famílias nesta quinta-feira, 23. A previsão é de que sejam transportados às 14h, no Aeroporto de Brasília. Em nota, a PF informou que os trabalhos da perícia  do Instituto Nacional de Criminalística vão continuar nos próximos dias. “Os trabalhos continuarão concentrados na análise de vestígios diversos do caso”.

Após mais de dez dias desaparecidos, os corpos foram localizados em 15 de junho pela PF. De acordo com as autoridades, a dupla foi morta a tiros de armas de fogo, seus corpos foram esquartejados, incinerados e seus restos mortais foram escondidos. As circunstâncias do crime ainda estão sendo apuradas, mas uma das hipóteses aventadas é que a dupla tenha sido perseguida em razão de denúncias sobre pesca ilegal na região. O caso gerou comoção nacional e foi marcado por uma série de etapas, que vão da prisão de dois suspeitos até um impasse sobre a data na qual os corpos foram encontrados.

Além disso, até o momento, dois suspeitos foram presos. Amarildo da Costa de Oliveira, de 41 anos, conhecido como Pelado, foi preso temporariamente por 30 dias no dia 13 de junho. O pescador foi avistado por ribeirinhos que moram próximos ao local do crime passando pelo rio onde Bruno e Dom navegavam. No dia da prisão, agentes de segurança encontraram Amarildo com uma porção de drogas e munição de uso restrito. A PF informou que o suspeito “portava uma espingarda calibre 16 e uma cartucheira na cintura” e que “a espingarda estava armazenada dentro da canoa de modo visível”. Ao periciar a lancha utilizada pelo rapaz, foi encontrado vestígios de sangue. Amarildo confessou o crime e levou os policiais até o local onde os corpos foram enterrados. Oseney da Costa, mais conhecido como o Da Costa, que é irmão de Pelado, também foi preso por envolvimento no crime.