PF e MP prendem médico na terceira fase da Operação Hipócritas

  • Por Jovem Pan
  • 29/08/2018 13h17
MPFOs investigados responderão, de acordo com as suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva

O Ministério Público Federal em conjunto com a Polícia Federal deflagaram nesta quarta-feira (29) a terceira fase da operação Hipócritas. Policiais e um procurador da República cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em Sorocaba, interior de São Paulo. Os mandados foram expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas.

A terceira etapa da operação busca, principalmente, dois médicos do trabalho que que alternavam funções de assistente técnico em perícias trabalhistas e funções de perito. A participação foi descoberta por meio de analise de provas obtidas na segunda fase da ação.

O primeiro é acusado de ter pago propina a um perito judicial, enquanto o segundo é suspeito de ter recebido propina, na função de perito judicial, de um assistente técnico de empresas. Em ambos os casos, a intenção era providenciar a emissão de laudos periciais favoráveis aos interesses de empresas em processos trabalhistas.

Um dos médicos, que teve prisão preventiva decretada pela 9ª Vara Federal de Campinas, continuava atuando como perito judicial normalmente, inclusive, sendo o encarregado de substituir peritos afastados pela Justiça Federal por envolvimento nas fases anteriores a essa. Esse médico, ao invés de se afastar de suas atividades como perito judicial devido às investigações, se beneficiava da operação, indiretamente, já que a ação “eliminou” alguns de seus “concorrentes”.

Os investigados responderão, de acordo com as suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, cujas penas máximas são de 12 anos de prisão e multa para cada caso em que for comprovado o pagamento/recebimento de propina.