PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de investigação, diz Paulo Marinho

  • Por Jovem Pan
  • 17/05/2020 11h53 - Atualizado em 18/05/2020 08h02
Valter Campanato/Agência BrasilAinda segundo o empresário, Flávio foi notificado entre o primeiro e segundo turno das eleições por um delegado da PF

O empresário Paulo Marinho, suplente do filho de Jair Bolsonaro no Senado, revelou que Flávio Bolsonaro soube com antecedência que a Operação Furna da Onça seria deflagrada.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Marinho disse que Flávio o procurou “absolutamente transtornado” em dezembro de 2018 buscando um advogado criminal. Na época, as acusações de “rachadinhas” e desvio de dinheiro público, reveladas pela Furna da Onça contra Fabrício Queiroz, seu funcionário na Alerj, estouravam na imprensa.

Ainda segundo o empresário, Flávio foi notificado entre o primeiro e segundo turno das eleições por um delegado da Polícia Federal — simpatizante do atual presidente. Ainda há a informação de que a operação sigilosa teria sido atrasada para não prejudicar a candidatura do chefe do Executivo.

O empresário ainda disse que Flávio Bolsonaro foi orientado a demitir Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete de Jair Bolsonaro em Brasília. Os dois foram exonerados no dia 15 de outubro de 2018.

De acordo com ele, essa conversas “explicariam” o interessa de Bolsonaro em controlar a superintendência da PF no Rio de Janeiro, uma das acusações do ex-ministro Sergio Moro contra o presidente.

Paulo Marinho foi um figura importante na campanha de Jair Bolsonaro em 2018 e apoiador próximo do presidente. Agora, ele é pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB.