PGR recomenda a Guedes mais transparência em gastos no combate à pandemia

Procuradores sugerem adoção de medidas como o aperfeiçoamento do sistema de licitações e compras públicas

  • Por Jovem Pan
  • 11/07/2020 16h18 - Atualizado em 11/07/2020 16h33
WAGNER PIRES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOuedes tem 30 dias para informar se vai acatar as recomendações ou apresentar justificativa para não implementar as medidas

Augusto Aras, procurador-geral da República, enviou uma recomendação ao ministro da Economia, Paulo Guedes, com propostas para dar mais transparência aos recursos federais destinados ao combate à covid-19.

O documento é assinado por procuradores ao Ministério Público Federal (MPF) de Pernambuco, e lista medidas a serem adotadas pela pasta, incluindo o aperfeiçoamento do sistema utilizado para licitações e compras públicas, chamado Comprasnet. Guedes tem 30 dias para informar se vai acatar as recomendações ou apresentar justificativa para não implementar as medidas.

Os procuradores pedem que o ministro implemente em 30 dias a codificação padronizada que possa facilitar a identificar de recursos da União destinados e usados por Estados e municípios no combate à pandemia. O objetivo é separar as despesas e dar maior controle e fiscalização dos gastos.

Outra recomendação é a garantia de que as plataformas de licitação do governo constem quais organizações sociais foram beneficiadas por recursos federais e as condições em que as aquisições foram feitas.

As melhorias no Comprasnet visa permitir comparação de preços para orientar gestores nas compras com dinheiro entregue pela União. No documento, a Procuradoria destaca que recursos federais vinculados à saúde já somam R$ 138,5 bilhões em 2020 e que 70% do total foi repassado para Estados e municípios. Somente para o combate à covid-19 estão previstos R$ 404 bilhões.

A Procuradoria destacou que a flexibilização do regime fiscal, financeiro e de contratações adotado durante o período de calamidade pública não livra o governo federal de adotar políticas que garantam transparência, controle e fiscalização dos recursos gastos no combate à doença.

* Com Estadão Conteúdo