Planalto confirma convite a Grace Mendonça para a AGU

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2016 12h12
Fábio Medina Osório deve ser substituído por Grace Maria Mendonça na AGU

O Palácio do Planalto confirmou a informação antecipada pela colunista Jovem Pan Vera Magalhães no Jornal da Manhã desta sexta (9) e confirmou a funcionária de carreira da Advocacia-Geral da União, Grace Mendonça, para assumir o posto máximo do órgão.

Grace Mendonça deve substituir Fábio Medina Osório, que deixa o cargo após estratégias jurídicas equivocadas sugeridas na troca de comando da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e discussão ríspida, aos gritos, com o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha. Padilha pediu para que Osório deixasse o cargo, mas este disse que só seria demitido pelo presidente Michel Temer.

Além disso, Grace tem mais traquejo e contato com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela atuava no acompanhamento das ações da AGU no STF. Essa era uma das faltas reconhecidas na carreira Osório.

Segundo fontes do Planalto, Temer esteve pessoalmente com Grace nesta manhã em seu gabinete e falou com Osório apenas por telefone. Na nota, o presidente agradeceu “os relevantes serviços prestados pelo competente advogado”.

Com a substituição, Temer pretende resolver outro problemas: inclui a primeira mulher no primeiro escalão do governo. O presidente era criticado desde que assumiu como interino por escolher apenas homens como ministros.

Problemas

Uma das primeiras críticas feiras a Osório foi o fato de ele ter sugerido estratégias que se revelaram ineficientes e equivocadas no caso da substituição do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Melo, no início da interinidade do presidente Temer, o que gerou uma série de problemas ao governo na estatal.

Tais questões estão, aparentemente, resolvidas com a suspensão da liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli, do STF, permitindo que Melo se mantivesse à frente da presidência da empresa.

Pouco depois, desagradou também ao Planalto a iniciativa de Osório de investigar a atuação de seu antecessor, José Eduardo Cardozo, criando mais uma frente de atrito. Além disso, ele teria “atropelado” seu padrinho, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, marcando uma “reunião de emergência” com Temer para despachar assuntos de rotina.

Com informações complementares de Estadão Conteúdo