PM mata ex-esposa e comete suicídio em Osasco

  • Por Jovem Pan
  • 10/01/2020 10h51 - Atualizado em 10/01/2020 11h00
Reprodução Daniel Piauí Costa, de 31 anos, assassinou a tiros sua ex-esposa, Suelma de Sousa Oliveira

O policial militar Daniel Piauí Costa, de 31 anos, assassinou a tiros sua ex-esposa, Suelma de Sousa Oliveira, também de 31 anos, e cometeu suicídio em Osasco, região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, 9.

De acordo com depoimentos de vizinhos colhidos pela Polícia Cívil, o casal se separou após uma traição de Costa, que não aceitou o fim do relacionamento e se negava a deixar o apartamento onde moravam, no bairro Portal d’Oeste.

O policial teria ameaçado Suelma de morte diversas vezes caso ela não reatasse a união, mas não há registros de intimidação ou agressões contra ela. Antes do crime, os dois discutiram.

A arma do crime, pistola .40 pertencente à Polícia Militar usada por Costa em serviço, foi apreendida e encaminhada para a perícia. O caso foi registrado como feminicídio e suicídio no 10º DP de Osasco.

Dados alarmantes

Em 2019, registrou-se um aumento de 28% de casos de feminicídio em comparação com o ano anterior. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), foram 155 casos de janeiro a novembro, ante 121 no mesmo período de 2018. Os dados de dezembro de 2019 ainda não foram fechados, porém, no mesmo mês de 2018, foram 15 crimes, totalizando 136 ocorrências de feminicídio naquele ano.

Lei do Feminicídio

A Lei do Feminicídio prevê penas mais altas para condenados por assassinatos decorrentes de violência doméstica ou por discriminação e menosprezo à mulher, e entrou em vigor em 2015. Esses homicídios são classificados pelo texto como hediondos, o que dificulta, por exemplo, a progressão de pena do condenado, além de elevar em até um terço a pena final. De acordo com especialistas, muitos dos crimes passíveis desse enquadramento ainda não são registrados como tal.