PMs podem estar envolvidos em chacina no Maranhão; três jovens foram mortos

  • Por Matheus Moreira / Jovem Pan
  • 07/01/2019 09h38 - Atualizado em 07/01/2019 09h43
Reprodução - G7Dois adolescentes e um jovem de 18 anos foram mortos com tiros na nuca e nas mãos

Na última sexta-feira (4), os corpos de três jovens, sendo dois adolescentes, foram encontrados na zona rural de São Luís, no Maranhão. Dois policiais militares suspeitos de participação nas mortes foram ouvidos no sábado (5). As vítimas morreram com tiros na nuca, além de terem sido alvejados nas mãos.

De acordo com familiares, os três saíram de casa na manhã da quinta-feira (3) para pegar caranguejos no mangue, próximo a comunidade de Coquilho e foram vistos pela última vez por volta das 13h do mesmo dia. Os corpos de Jeanderson da Silva Diniz (17), Gustavo Feitos Monroe (18) e Gildean Castro Silva (14) foram sepultados no sábado.

A princípio, moradores da região suspeitavam de vigilantes responsáveis pela segurança de um canteiro de obras do programa Minha Casa, Minha Vida. No entanto, a hipótese não foi confirmada pelas autoridades, mas está sendo investigada. Até o momento, seis funcionários responsáveis pela segurança da obra, contratados pela K2 Engenharia, foram ouvidos. As informações são do jornalista local, Gilberto Lima.

O que se sabe, até o momento, é que um dos policiais intimados a prestar depoimento foi reconhecido por testemunhas como sendo o homem visto na companhia de dois outros procurados pela chacina no mesmo dia das mortes.

O Secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, classificou o triplo homicídio como “execução covarde”. Ele também garantiu que o crime não ficará impune. “Houve reconhecimento por parte de moradores, que afirmam que o policial andava com eles [os assassinos] em uma moto. Uma coisa é polícia, a outra é milícia. Policial não tem permissão do comando para prestar serviços. Não vamos aceitar. Se tiver mais de um, serão identificados e presos. Eu não vou inaugurar, em minha gestão, esconderijo para ninguém”, disse.