PMs são presos em ação para capturar ex-governador de RR

  • Por Estadão Conteúdo
  • 24/05/2016 09h11
Neudo Campos

A Polícia Federal prendeu, na última segunda-feira (23), dois policiais instalados na Casa Militar e que trabalham na segurança da governadora de Roraima Suely Campos (PP). 

Os policiais militares são suspeitos de articular a fuga do ex-governador do Estado, Neudo Campos, marido de Suely, da capital, Boa Vista, para a Venezuela. O ex-governador é considerado foragido da Justiça Federal e procurado pela Interpol.

Os suspeitos, conforme as investigações, estariam atuando como “batedores” na fuga do ex-governador. Eles foram presos em flagrante por favorecimento pessoal e associação criminosa. Os oficiais foram arrestados na BR-174, via que liga Boa Vista à Venezuela. Com eles, a PF apreendeu celulares, armas e rádio pertencentes ao estado. Os suspeitos foram levados para o quartel da Polícia Militar. O inquérito será concluído em 15 dias.

O delegado Alan Robson, chefe da equipe responsável pela captura, diz que as buscas continuam e que estão cada vez mais próximos de prender os mandantes da manobra.

“Neste caso, o uso da máquinapública é o que nos preocupa. A dupla trabalhava com objetivo de remover o ex-governador de Boa Vista para a Venezuela, além de se utilizarem de armas e rádio da corporação, com uso do aparato estatal para proteção de um criminoso procurado pela Justiça”, disse Robson.

Por enquanto, as investigações da Polícia Federal indicam que Neudo Campos continua em Roraima e que pode ser preso a qualquer momento. 

As residências do ex-governador, situadas nos municípios de Pacaraima (fronteira com a Venezuela) e Amajari, onde Neudo tem uma fazenda, além da casa da governadora na capital, seguem acompanhadas por agentes federais. “Todos que participaram dessa fuga e da ocultação do plano de escapar do ex-governador serão presos e indiciados em inquérito. Ele tem usado de parte do braço estadual para fugir à aplicação da lei”.

Além de Campos, a médica Suzete Macedo, esposa do senador Telmário Mota (PDT), também está foragida.

O ex-governador foi condenado por peculato pelo seu envolvimento no esquema de desvio de verbas públicas, conhecido como “escândalo dos gafanhotos”, que consistia no cadastramento de funcionários “fantasmas” na folha de pagamento do Estado. A defesa do político não foi localizada.