Polícia Civil prende suspeito de vender munição usada no massacre de Suzano

Márcio Germano Masson, de 33 anos, conhecido como Alemão, foi autuado em flagrante enquanto a polícia cumpria mandados de busca e apreensão na casa dele

  • Por Nicole Fusco
  • 07/05/2019 09h11
Estadão ConteúdoDois atiradores, de 17 e 25 anos, invadiram a escola estadual Raul Brasil, em Suzano, na manhã do dia 13 de março, e dispararam contra alunos e funcionários

A Polícia Civil realizou nesta segunda-feira (6) uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito que investiga o massacre na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. Uma pessoa foi presa em flagrante.

Segundo a polícia, Márcio Germano Masson, de 33 anos, conhecido como Alemão, foi autuado em flagrante enquanto a polícia cumpria mandados de busca e apreensão na casa dele. No local, foram encontradas munições calibre 38 iguais às compradas pelos autores do atentado, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Também foi encontrada uma pistola 9 milímetros raspada com munições.

De acordo com as investigações, Masson vendeu as munições para outro suspeito, Cristiano Cárdias que, por sua vez, teria fornecido as munições aos assassinos. Cárdias foi preso no dia 10 de abril.

O suspeito será autuado em flagrante pelo artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, que trata do porte ilegal de arma, assim como será indiciado nos autos principais da investigação do massacre de Suzano pela venda da munição.

Na quinta-feira da semana passada, dia 2, a Polícia Civil havia prendido outro suspeito: Geraldo de Oliveira Santos, de 41 anos. Ele é investigado por supostamente ter vendido o revólver calibre 38 utilizado no crime.

Antes dele, mais três pessoas foram presas, suspeitas de intermediarem a venda. Um deles, porém, foi solto, conforme informou a polícia na quarta-feira da semana passada (1°). Segundo os investigadores, não havia provas suficientes contra Tathiano Oliveira de Queiroz. Um menor de 17 anos, investigado como um dos mentores intelectuais dos assassinatos, está apreendido desde março.

O massacre

Dois atiradores, de 17 e 25 anos, invadiram a escola estadual Raul Brasil, em Suzano, na manhã do dia 13 de março, e dispararam contra alunos e funcionários. A Polícia Militar confirmou a morte de oito vítimas. Os dois assassinos também morreram.

Os dois atiradores foram identificados como Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Ambos estudaram na Raul Brasil no passado. A motivação do crime ainda é desconhecida.