Polícia deflagra ação contra fraudes em operadoras de TV e internet em SP

  • Por Jovem Pan
  • 19/04/2018 11h20 - Atualizado em 20/04/2018 07h50
Divulgação/Polícia CivilJá foram apreendidos aparelhos, computadores e uma pistola com a numeração raspada

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou na manhã desta quinta-feira (19) a Operação Takedown. A ação visa cumprir 22 mandados de busca e apreensão contra empresas que fraudavam sistema de operadoras de internet e TV por assinatura. A ação ocorre em São Paulo, Barueri, Jandira, Mogi das Cruzes e Osasco.

A força-tarefa visa deter um grupo responsável por criar uma “administração paralela” em duas grandes operadoras de canais. “O esquema permitia acesso aos servidores das empresas e possibilitava desde a captação de novos assinantes até a alteração da base de valores dos pacotes – sem que as operações tomassem conhecimento”, diz nota da Secretaria de Segurança Pública.

Segundo investigadores, a quadrilha modifica o valor lançado no boleto e criava uma linha de pagamento própria, cobrada diretamente do cliente. Os prejuízos chegam a R$ 3 milhões.

“Takedown” é o termo usado para o ato de derrubar uma grande estrutura. A operação foi preparada a partir das apurações feitas por policiais da 4ª Delegacia de Investigações de Crimes Cometidos por Meios Eletrônicos (4ª DIG) durante 12 meses. As investigações chegaram até um esquema cujo ponto de partida é uma firma em Barueri, que oferecia “soluções de informática”.

O proprietário dessa firma, ex-funcionário de uma operadora deste tipo de serviço, usou um servidor próprio para criar uma linha de acesso ao banco de dados dos clientes da antiga empresa. “O login e senha permitiam alterar as fichas cadastrais e as mensalidades dos assinantes”, diz a SSP.

O esquema atraiu firmas especializadas em instalação de equipamentos de televisão e informática. Segundo o coordenador da ação e delegado titular da 4ª DIG, José Mariano de Araújo Filho, os envolvidos estavam divididos em três grandes grupos: Núcleo Mogi, Núcleo Osasco e Núcleo São Paulo. Pelo menos 22 pessoas integravam essas células.

Ainda de acordo com o coordenador da ação, mesmo os assinantes legítimos das empresas eram enganados porque acreditavam que estavam tratando com um representante autorizado que podia fazer as alterações.

O sistema permitia ainda a inserção de qualificações falsas de clientes, o que gerava uma espécie de “fantasmas” que poderiam ser usados para outros tipos de golpes. Como não havia um assinante efetivo, real, o rastreamento do criminoso envolvido era mais difícil.

Já foram apreendidos aparelhos, computadores e uma pistola com a numeração raspada.