PF prende braço direito de Marcola em operação contra sequestro de autoridades
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira, 14, uma ação para desmantelar célula de uma organização criminosa voltada para a prática de sequestro e homicídios de autoridades. A operação tem como alvo integrantes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). Com o apoio da Polícia Militar e do Ministério Público do Estado de São Paulo, foram realizados 16 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva. Um dos presos é Eduardo Marcos da Silva, o Dudinha, braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, no Estado de São Paulo. A informação foi confirmada pelo produtor Alan Covas, da Jovem Pan News. A ação contou com o apoio de cerca de 150 policiais federais. No começo do ano, foi revelado o plano do PCC contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e o promotor Lincoln Gakiya, que incluía sequestro e possível assassinato, foi elaborado no ano passado e poderia servir à libertação de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. A informação consta de relatórios de inteligência produzidos pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal.
Na ocasião, o líder máximo do PCC ainda estava na penitenciária de Porto Velho (RO). Em 25 de janeiro, ele foi transferido de volta para a Papuda, em Brasília. O objetivo, segundo investigadores, seria usar Moro e familiares como moeda de troca para soltar Marcola — a organização criminosa já teve ao menos três planos de fuga desbaratados pela polícia nos últimos dois anos. O sequestro de autoridades para fins de libertação de lideranças criminosas foi uma prática muito usada pela guerrilha colombiana Farc, parceira de facções brasileiras no tráfico de drogas e armas.
Em novembro do ano passado, logo após ser eleito senador, Moro passou a figurar entre os alvos da facção, que levantou dados de registro, endereços e bens. O dossiê incluiu a esposa Rosangela Wolff Moro, eleita deputada federal pelo Podemos de SP, e os filhos do casal. Além de pesquisas em fontes abertas, também foram feitos levantamentos em processos e monitoramento de campo. Outro alvo estratégico do PCC era o promotor Lincoln Gakiya, responsável por determinar, em 2018, a transferência de Marcola e outros líderes da facção para presídios de segurança máxima em outros Estados. A logística da transferência foi providenciada pela gestão de Moro no Ministério da Justiça e da Segurança Pública.
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