Polícia investiga morte de três mulheres da mesma família em SP

O principal suspeito é o filho de uma das vítimas, que havia deixado a prisão dias antes para saída temporária de Natal. Ele está foragido e pode ser indiciado por triplo feminicídio

  • Por Jovem Pan
  • 24/12/2019 18h06 - Atualizado em 24/12/2019 19h07
MARCO AMBROSIO/ESTADÃO CONTEÚDO Carros da polícia militar

Três mulheres da mesma família foram mortas a facadas dentro de casa no bairro Mandaqui, Zona Norte de São Paulo. O principal suspeito é o filho de uma delas, que havia deixado a prisão dias antes para a saída temporária de Natal. Ele está sendo procurado pela polícia.

Os assassinatos teriam ocorrido no último domingo (22) mas os corpos foram encontrados somente um dia depois após uma das vítimas não aparecer para trabalhar e levantar preocupação entre os colegas.

O principal suspeito, Fabio Augusto Pacheco, de 39 anos, estava preso por roubo e saiu da prisão na última sexta (20) para passar o Natal com a família: a mãe, Benilde Pacheco, de 88 anos; a irmã, Denise Pacheco, de 53 anos; e a tia, Elza Santana, de 83. As três foram golpeadas diversas vezes em várias partes do corpo.

Denise era funcionária da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), mas não compareceu ao trabalho nesta segunda (23). Sem conseguir notícias, amigos e parentes foram até sua casa. Acompanhados de policiais, encontraram os três corpos, dois na sala e um no quarto. A casa estava revirada.

Nas redes sociais, a companhia lamentou a morte da funcionária, que trabalhava havia mais de 20 anos na CPTM.

O caso é investigado pelo 20º DP (Água Fria). A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o principal suspeito de cometer o crime teve a prisão temporária solicitada à Justiça.

O órgão informou ainda que “diligências estão em andamento para localizá-lo”. Pacheco pode ser indiciado por triplo feminicídio.

Alta nos homicídios

Na capital paulista, o número de homicídios aumentou de 51 para 62 em novembro, alta de 21,5% ante o mesmo mês do ano passado. Foi o terceiro mês consecutivo que o crime aumentou na cidade.

*Com informações do Estadão Conteúdo