‘População está mais consciente da necessidade de uma reforma da Previdência’, diz relator

  • Por Jovem Pan
  • 28/03/2019 19h37
Cleia Viana/Câmara dos DeputadosO delegado Marcelo Freitas (PSL - MG) será o relator da Reforma da Previdência na CCJ da Câmara

O deputado federal Marcelo Freitas (PSL – MG) afirmou ter recebido com naturalidade a indicação para ser relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (28). “Eu enxergo essa relatoria sem maiores dificuldades”, disse em entrevista ao Os Pingos nos Is.

Freitas, que está em seu primeiro mandato na Câmara, destacou que tem observado uma mudança de postura da população em relação à reforma. Ao contrário do que aconteceu no governo de Michel Temer, os brasileiros agora estão conscientes da necessidade da mudança. “Eu tenho observado essa mudança de posição de maneira recorrente, especialmente nas redes sociais”, disse. “A população brasileira está bem mais consciente que uma reforma da Previdência é necessária e de que o Parlamento saberá conduzir isso com a tranquilidade que o momento brasileiro pede”, afirmou.

Marcelo Freitas é delegado da Polícia Federal e pós-graduado em direito. Ele também trabalhou com o ministro Nelson Jobim no Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado acredita que essa experiência irá ajudá-lo na relatoria da reforma. “Isso contribui muito”, ressaltou.

Para evitar qualquer dúvida sobre suas intenções, o relator não quis emitir opiniões sobre a proposta de reforma apresentada pelo governo. “Eu vou ter esse cuidado para evitar o que aconteceu em outras situações em que o relator emitiu juízo prévio”, avisou. “Vou seguir a linha mais técnica possível e não vou emitir opinião”, prometeu.

De acordo com o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL – PR), o relatório de Marcelo Freitas será lido pela comissão na segunda semana de abril e votado na semana seguinte. O relator afirmou que já propôs na tribuna do plenário a redução desses prazos. “Nosso regimento precisa ser alterado. São prazos que podem ser reduzidos, mas são regimentais e o presidente vai cumpri-los”, disse.