Precisamos pensar no modelo de financiamento para as próximas campanhas, diz Maia

  • Por Estadão Conteúdo
  • 19/09/2016 12h13
Brasília - Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fala com a imprensa sobre a votação do parecer do Conselho de Ética recomendando a cassação do mandato de Eduardo Cunha (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)presidente da Câmara

O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu, na manhã desta segunda-feira, 19, mudanças na forma como é feito atualmente o financiamento eleitoral. Na mesma linha da manchete de hoje do jornal “O Estado de S. Paulo”, Maia, que dirige a Câmara dos Deputados, disse que as eleições municipais deste ano, com modelo que proíbe o financiamento empresarial, mostram que só quem comanda os partidos – ou os que já têm estruturas ou estão na máquina – têm dinheiro para suas campanhas. 

Ao falar do financiamento das campanhas, Maia defendeu que a questão seja discutida a reforma do sistema eleitoral, que não deve se restringir apenas a questões como a redução do número de partidos. “É preciso pensar qual será o financiamento (de campanha) para os próximos anos”, afirmou. Ele disse que com esse sistema atual, se impõe a lista fechada.

Maia já vinha defendendo mudanças nesse modelo de sistema de financiamento eleitoral e pregando que o Congresso avalie o resultado da eleição de outubro, para propor mudanças na legislação eleitoral. Para o democrata, a proibição do financiamento foi colocada em prática sem a mudança do sistema eleitoral como um todo.

Sobre a reforma da Previdência, Maia disse que a mesma só será encaminhada a partir do final de outubro. Com as sessões necessárias, ele acredita que a mudança na Previdência não deve ser votada este ano pela Câmara dos Deputados. Sobre a reforma trabalhista, disse acreditar que ela também não será votada este ano. 

O presidente em exercício disse que sua missão na direção da Câmara dos Deputados é atuar para agregar. “Precisamos votar a reforma fiscal, aí teremos condições de encaminhar outros temas em 2017, como as reformas tributária e trabalhista, que só virão se superarmos a agenda fiscal”.