Prefeitura de São Paulo decide criar parque suspenso no Minhocão

  • 21/02/2019 17h56 - Atualizado em 21/02/2019 18h03
Divulgação/PrefeituraPrimeiro trecho de obras deve custar R$ 38 milhões

O prefeito de São PauloBruno Covas (PSDB), decidiu transformar em parque o Elevado João Goulart, conhecido como Minhocão, que liga o centro à zona oeste de São Paulo. Construído na década de 1970, o viaduto vai passar por obras de adaptação. A expectativa é que os trabalhos comecem já no segundo semestre deste ano.

Se tudo seguir o planejamento esperado, o primeiro trecho do parque, da Praça Roosevelt até o Largo do Arouche, deve ficar pronto já no ano que vem –  a tempo de Covas apresentar a obra como uma “marca” da gestão para uma possível disputa de reeleição. A desativação foi prevista no Plano Diretor de 2016, na gestão de Fernando Haddad (PT).

Na época, o petista deixou em aberto o que seria feito com a estrutura do elevado. Decidido a cumprir a regra, Bruno Covas estudou o que faria com o espaço, mas postergou a decisão até que os custos fossem estimados e a questão dos viadutos – que precisam de reparos urgentes – fosse considerada como equacionada pelo governo municipal.

As obras não devem interromper todo o tráfego, mas precisarão de esquema especial.

Serão construídos nove pontos de acesso, entre escadas e elevadores, além de serviços para garantir a segurança de pedestres, como mudanças nas grades laterais. A ideia é que, além de áreas verdes e bancos, os prédios vizinhos ao Minhocão possam construir passarelas que conectem apartamentos ao elevado e, transformar esse imóveis em pontos comerciais, como bares e restaurantes.

A equipe do prefeito vinha com a missão de decidir o destino do parque desde que Covas sucedeu João Doria (PSDB). O ex-prefeito, vale destacar, já havia mantido conversas com o escritório do arquiteto e político Jaime Lerner para revisar uma proposta de criação de parque que havia feito para a gestão Gilberto Kassab (PSD).

Chegou-se a considerar a opção de derrubar toda a estrutura e revitalizar a Rua Amaral Gurgel e as avenidas São João e General Olímpio da Silveira, que ficam sob o Minhocão, mas a ideia foi descartada por causa dos cálculos de custos das obras para mitigar os transtornos à população, como poeira, e por não ter como retirar dali, sem impactos, o corredor de ônibus que liga o centro à zona oeste.

Então, se decidiu pela transformação da estrutura em parque. A estimativa é a primeira fase das obras custe R$ 38 milhões. O tema é alvo de polêmicas. Enquanto a Câmara Municipal já aprovou lei criando parque no Minhocão, de autoria de José Police Neto (PSD), há discussões para demolir a estrutura, iniciativa de Caio Miranda (PSB).

*Com informações do Estadão Conteúdo