‘Prefiro me resguardar ao silêncio’, diz Eduardo Bolsonaro sobre Bebbiano

  • Por Jovem Pan
  • 13/02/2019 18h48
Fátima Meira/Estadão Conteúdo Eduardo Bolsonaro não quis comentar a briga entre Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebianno

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quarta-feira (13) que prefere se “resguardar ao silêncio” sobre a atitude do vereador Carlos Bolsonaro (PSC), seu irmão, que escreveu no Twitter que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, mentiu ao afirmar que teria conversado três vezes com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (12). Eduardo disse que ainda não analisou a gravidade do caso.

“O que tenho acompanhado disso é o que está principalmente no Twitter, a mesma informação que eu tenho é a que vocês têm”, disse Eduardo Bolsonaro a jornalistas, ao deixar o edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF) após audiência com o ministro Luís Roberto Barroso. “Eu vou falar de algo que eu não sei, e de repente posso dar uma canelada aqui, entendeu? Prefiro me resguardar ao silêncio. Essa aí vou ficar devendo – amanhã me perguntem”, afirmou.

O parlamentar teve uma rápida audiência com Barroso, relator de processo no qual ele foi denunciado no ano passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta ameaça a uma jornalista com quem teria tido um relacionamento.

Indagado se a postagem de Carlos Bolsonaro no Twitter poderia levar à demissão de Bebianno, Eduardo Bolsonaro respondeu: “Olha, não sei, não analisei a gravidade. Não sei”.

Saúde de Bolsonaro

Segundo Eduardo Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro deverá seguir nos próximos dias sob acompanhamento médico e uma redução da rotina de trabalho.

“Acredito que a partir de amanhã volte a despachar e a receber ministros, mas não numa rotina normal de trabalho algo mais reduzido que não demande esforço ou contato com outras pessoas, até porque existe o risco de ele pegar um H1N1, e a gente sabe que o sistema imunológico dele ainda não está 100% por ter sido uma cirurgia invasiva”, comentou o parlamentar.

“Eu estava até com a suspeita de que os médicos estavam segurando ele no hospital porque sabem que, quando liberarem ele pra vir pra Brasília, ele vai querer voltar à rotina normal de trabalho. É complicado lidar com ele, é teimoso, é workaholic, mas vamos trabalhar para que ele mantenha ali as condições médicas afinco”, afirmou Eduardo.

Sobre a reforma da Previdência, Eduardo Bolsonaro disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai comandar a proposta e ressaltou que o texto também vai passar pela “pitada” do presidente da República.

*Com Estadão Conteúdo