Prem Baba nega abusos sexuais: ‘Não tenho nada a ver com João de Deus’

Líder espiritual confirmou, porém, que manteve “relações amorosas” com discípulas

  • Por Jovem Pan
  • 01/06/2019 13h36
Divulgação"Houve um erro moral. Mas o que vou fazer, me matar?", questionou

Na primeira entrevista realizada após receber duas denúncias por abuso sexual, o guru espiritual Prem Baba negou que tenha feito sexo sem consentimento com suas discípulas, mas confessou que manteve relações amorosas com elas.

“Vou dizer com muita clareza: não sou um abusador. Eu me conheço bem o suficiente para afirmar que jamais serei. Realizo meu trabalho com seriedade e compromisso, o qual foi construído ao longo de muito tempo e dedicação. Cerca de 70% da minha comunidade é formada por seguidoras mulheres. E eu respeito todas elas (…). Eu me envolvi com duas mulheres casadas de forma consentida”, disse à revista “Veja”.

Prem Baba afirmou ainda que uma dessas mulheres atuava como “facilitadora de seu trabalho” e era uma pessoa relevante dentro do movimento.

“Reconheço que errei. Sofro e estou sofrendo as consequências do meu erro. Ao mesmo tempo, o trabalho que faço é muito sério. Falhei como homem, e apenas como homem, não como guru. Construí meu trabalho com afinco e dedicação, não de forma desonesta. Tive uma falha humana. Eu me arrependo, já chorei muito pelo reconhecimento da minha responsabilidade. Houve um erro moral. Mas o que vou fazer, me matar?”, completou.

Questionado sobre as comparações que recebeu com o médium João de Deus, denunciado por abuso sexual por centenas de mulheres, o guru se mostrou incomodado.

“Pelo amor de Deus, ­isso foi muito dolorido e surpreendente para mim. Entrei em uma noite escura, em um vale da sombra e da morte. Esse não sou eu. Estava sendo condenado por um crime que não cometi. Eu errei como um humano erra. Já me conscientizei e peço perdão. Não tenho nada a ver com o João de Deus. No meu caso, tive dois envolvimentos amorosos. Falar de sexo é sempre uma grande polêmica, sobretudo quando misturado à espiritualidade. Mas não usei a minha posição para induzir alguma pessoa a atender a uma necessidade particular. É um equívoco essa comparação com o João de Deus. Eu sempre fui um defensor da mulher.”