Presidente da Petrobras avalia como ‘esplêndida’ decisão do STF sobre venda de subsidiárias

  • Por Jovem Pan
  • 07/06/2019 15h28
Allan Carvalho/Estadão ConteúdoEle disse ainda que as vendas de subsidiárias não significam privatizações, nem desmonte da companhia

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, avaliou como “esplêndida” a decisão tomada nesta quinta-feira (6) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de permitir a venda de subsidiárias estatais sem que o Congresso precise aprovar.

De acordo com ele, isso mostra que as instituições do país são fortes e funcionam para garantir o cumprimento da lei. “O STF aprovou ontem o que era esperado, e isso, sem dúvida nenhuma, é uma vitória do Brasil, não apenas da Petrobras. Mostra que o Brasil tem ambiente amigável para a realização de investimento, seja por parte de investidores brasileiros ou de outros países.”

Castello Branco enfatizou que a decisão é muito importante para a Petrobras, porque os recursos obtidos com a venda de ativos serão usados para a redução de dívidas e para fortalecer os investimentos em petróleo e gás.

O presidente ressaltou que a produção de petróleo na Petrobras estagnou nos 10 últimos anos, embora a empresa tenha capital humano altamente qualificado, tecnologia e ativos de classe mundial. “No lugar de investirmos na expansão da produção de petróleo e gás, desperdiçamos recursos com projetos bilionários que nada acrescentaram, além de prejuízos, vendendo ilusões da criação de milhares de empregos, que acabaram sendo temporários, causando enorme prejuízo ao país”, afirmou.

Ele disse ainda que as vendas de subsidiárias não significam privatizações, nem desmonte da companhia. “Não estamos promovendo nenhum desmonte da Petrobras. Pelo contrário, estamos fortalecendo-a na sua função principal, que é a produção de petróleo e gás, aproveitando o que temos de melhor, aproveitando uma riqueza natural muito importante de nosso país.”

Ele adiantou que já está anunciada a venda da Liquigás, que atua na distribuição de gás liquefeito de petróleo.

* Com informações da Agência Brasil