Presidente do PDT espera que deputados suspensos ‘voltem atrás’ na segunda votação da Previdência

O partido suspendeu Tabata Amaral e outros sete parlamentares por terem votado a favor da reforma, que deve ter o segundo turno de votação em agosto

  • Por Jovem Pan
  • 17/07/2019 18h38
Wilson Dias/ABr"A situação de qualquer um dos que voltar atrás nessa posição equivocada será considerado uma forte opção pelo partido", disse Carlos Lupi

O presidente do PDT, Carlos Lupi, se manifestou nesta quarta-feira (17) sobre a decisão do partido de suspender Tabata Amaral e outros sete deputados que votaram a favor da reforma da Previdência na Câmara. Segundo ele, como ainda há o segundo turno da votação no plenário, ainda há a possibilidade de que “alguns evoluam e voltem atrás”.

“Como o processo não está esgotado, tem o segundo turno, quem sabe alguns evoluam, ouçam o que se está fazendo de maldade com a base da sociedade que ganha até R$ 3 mil, R$ 2,5 mil e voltem atrás, votem com o partido”, disse. “É claro que a situação de qualquer um dos oito que voltar atrás nessa posição equivocada inicialmente será considerado uma forte opção pelo partido”, completou.

Os parlamentares punidos são: Tabata Amaral (SP), Alex Santana (BA), Subtenente Gonzaga (MG), Silvia Cristina (RO), Marlon Santos (RS), Jesus Sérgio (AC), Gil Cutrim (MA) e Flávio Nogueira (PI). A medida acontece até que o diretório do PDT decida se expulsa os deputados em definitivo ou não. O prazo estimado para a decisão é entre 45 e 60 dias.

De acordo com o estatuto do partido, a expulsão pode ser aplicada aos filiados que desrespeitem alguma deliberação ou diretriz adotada. No caso, o PDT considera que os oito deputados foram contra a decisão nacional da legenda, que fechou questão contra a reforma.

Lupi afirmou, ainda, que o PDT “não dará legenda a nenhum vereador ou deputado filiado do partido que tenha financiamento clandestino”. Ele definiu isso como “financiamento patrocinado por organizações pessoais, privadas, particulares, de gente muito poderosa que se utiliza de grupos para financiar e ter votos de parlamentares dentro da sigla”.

Reforma da Previdência

A votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados só vai ser retomada no dia 6 de agosto. Nesse meio tempo, apoiadores da proposta buscam manter o foco para não correr risco de perder a robusta maioria alcançada no primeiro turno e nem ceder a novas pressões para alterar o texto.

No segundo turno, a reforma passa por uma nova votação no plenário, tendo que alcançar pelo menos 308 votos, o equivalente a 60% dos deputados. No primeiro turno, foram 379. Aprovado o texto, há uma nova análise de destaques, que são propostas para alterar pontos específicos da matéria.

* Com informações do repórter Antonio Maldonado