Presidente do TJ-SP condena guerra entre Dilma e Aécio durante campanha

  • Por Jovem Pan
  • 26/10/2014 11h27

Em entrevista à rádio Jovem Pan, na manhã deste domingo (26), o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), José Renato Nalini condenou as campanhas de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), que segundo ele deram preferências a ataques pessoais e deixaram propostas concretas para mudanças no país de lado.

Para Nalini, o acirramento entre os dois partidos e principalmente entre os dois presidenciáveis fez com que os seus eleitores mais fanáticos agissem de forma mais violenta, utilizando de posturas que não condizem com o momento que o país passa nesses últimos meses.

“É evidente quando verificamos quando num debate, as regras de polidez elas são abandonadas, o exemplo vem de cima. Quando eles não comportam bem, a turma debaixo se acha no direito de abusar ainda mais de posturas abomináveis. É muito importante que o Brasil recobre aquela vocação de cordialidade”, comentou.

O presidente do Tribunal de Justiça acredita que a moral do país está em destroços e que quem for eleito no fim do dia terá a missão de fazer uma reforma política em busca de uma maior organização eleitoral.

“Quem vier a presidir a república federativa do país encontrará uma moral em destroços. A ética fugiu absolutamente e indica que precisamos de uma reforma política com urgência, diminuição dos partidos e a desinflação do equipamento estatal. O estado brasileiro não cabe dentro do PIB”, finalizou.

“A reforma política é urgente, mas antes dela deve vir a da educação. Perde de lavada para países não só de primeiro mundo, mas para países de PIB menor”, acrescentou.