Probabilidade de impeachment de Dilma sobe de 30% para 40%, segundo Eurasia Group

  • Por Jovem Pan
  • 15/09/2015 17h14
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BRASÍLIA, DF, 10.09.2015: DILMA-DF - A presidente Dilma Rousseff recebe empresários do setor da construção civil, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Presença do ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD). (Foto: Renato Costa/Frame/Folhapress) Renato Costa/Frame/Folhapress Presidente Dilma Rousseff

Em entrevista a Jovem Pan, o diretor para países emergentes do Eurasia Group, Christopher Garman afirmou que a probabilidade da presidente Dilma Rousseff sofrer um impeachment passou de 30% para 40%.

Segundo ele, entre os fatores que contaram para tal avaliação estão o teor das investigações e o ambasamento jurídico. “São as condições políticas de sustentação da presidente no Congresso e o cálculo que está sendo feito entre partidos de centro como PMDB e como os de posição a respeito da viabilidade política para processo de impeachment”, disse.

A Eurasia classificou as chances de impeachment de Dilma maiores graças ao diagnóstico “de que as condições políticas estão se deteriorando”. Para Garman, na medida em que a presidente teve esse momento de incerteza de compromissos, “isso teve repercussões olhando mais para frente, o que deixa o quadro político mais frágil”.

“Nossa probabilidade da presidente não terminar mandato e olhando composição dos anúncios feitos [pelo Governo nesta segunda-feira], pode-se ver que são medidas que requerem apoio parlamentar para sua implementação e não só a proposta de recriar a CPMF, mas quase metade das propostas requerem aprovação do Congresso”, explicou. Para a Eurasia Group, o que se enxerga é uma resistência muito forte nos partidos de centro e, “possivelmente achamos que o Governo deve fracassar na maioria destas investidas, e que vai ter que reverter em medidas de aumento de impostos que não requerem apoio do Congresso”, sugeriu.

“Se o Congresso rejeitar a maioria das medidas que o Governo colocou na mesa, as medidas compensatórias não vão compensar o tamanho das derrotas. Dificilmente o Governo vai atingir a meta de 0,7% do PIB para o ano que vem. Mas é claro que o fato do Governo estar comprometido com o ajuste é salutar, sim. Isso coloca em dúvida o timing do rebaixamento das notas. Mas o risco [de novos rebaixamentos] ainda permanece”, finalizou.

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