PSDB consegue barrar na Alesp comissão que investigaria corrupção da Dersa

  • Por Nicole Fusco
  • 18/03/2019 12h54 - Atualizado em 18/03/2019 13h01
Divulgação/AlespO presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Cauê Macris (PSDB)

Deputados estaduais do PSDB e de partidos aliados conseguiram barrar nesta segunda-feira (18) a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Dersa e o ex-presidente da empresa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Considerado o operador dos tucanos, ele foi condenado a 145 anos de prisão.

A instalação de CPIs na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) tem como regra a ordem de chegada. Por isso, as cinco primeiras comissões que conseguissem 32 assinaturas seriam instaladas.

Conseguiram o número de assinaturas necessárias e serão montadas as segintes comissões de inquérito:

  1. Apuração da real situação da barragem de Salto Grande em Americana  – Roberto Morais (PPS)
  2. Venda de animais por canis, pet shops – Bruno Genem (PODE)
  3. Irregularidades no Fundação para o Remédio Popular (FURP) – Edmir Chedid (DEM)
  4. Irregularidades em universidades públicas – Wellington Moura (PRB)
  5. Irregularidades na pretação de serviços de táxi aéreo – Rogério Nogueira (DEM)

A deputada Janaina Paschoal (PSL) afirmou à Jovem Pan que deputados de outros partidos entregaram requerimentos de CPIs para o PSDB fazer o protocolo. “Aparentemente, indica uma ação orquestrada para impedir a investigação”, criticou ela.

Janina concorreu na sexta-feira da semana passada (15) à presidência da Alesp. Com apenas dezesseis votos, ela perdeu a disputa para o deputado tucano Cauê Macris, que conquistou o segundo mandato como presidente da Casa com o apoio de 70 parlamentares estaduais. Já o deputado Daniel José (NOVO) e a deputada Monica da Bancada Ativista (PSOL) tiveram quatro votos cada.

A deputada do PSL criticou, ainda, a dobradinha entre PT e PSDB que, há anos, entrega a presidência ao partido tucano e a primeira secretaria — cargo mais importante no âmbito administrativo, abaixo apenas do presidente da Casa — aos petistas. “PT votando no PSDB e PSDB votando no PT. Essa é a nossa triste realidade!”, escreveu ela no Twitter.