PSL e partidos nanicos foram os que menos gastaram para eleger candidatos

  • Por Jovem Pan
  • 13/11/2018 15h00 - Atualizado em 13/11/2018 15h18
Jovem PanEduardo Bolsonaro, por exemplo, se tornou o deputado federal mais votado da história gastando R$ 0,10 centavos por voto

As eleições de 2018 trouxeram várias surpresas, entre elas o amplo número de candidatos eleitos do PSL, partido de Jair Bolsonaro. No Senado, a sigla passou de nenhum para quatro senadores; na Câmara, de um para 52. Além de ter conquistado esse crescimento com apenas oito segundos de propaganda eleitoral gratuita na televisão, a legenda integra a lista dos parlamentares eleitos com o menor custo de voto.

O candidato “mais barato” eleito pela sigla foi Alexandre Frota por São Paulo. Cada um dos seus 155 mil votos custou R$ 0,09 centavos. Já Eduardo Bolsonaro gastou R$ 0,10 centavos para conquistar cada voto dos seus 1,8 milhão no mesmo estado. O filho do presidente eleito foi inclusive o mais votado da história.

Dos vitoriosos do partido de Bolsonaro, o mais caro foi o presidente da sigla, Luciano Bivar, de Pernambuco, que gastou R$ 16,4 em cada um dos 117,9 mil votos que recebeu. Bivar foi eleito graças ao quociente partidário. Ao todo, ele gastou cerca de R$ 1,9 milhão em sua campanha.

Entre as outras legendas, os que mais gastaram foram dois deputados federais eleitos por Roraima: Shéridan Oliveira, do PSDB, e Edio Lopes, do PR, que gastaram R$ 190 e R$ 150 por voto, proporcional e respectivamente.

Senadores e governadores

O PSL gastou R$ 0,71 centavos para eleger todos os quatro senadores da sigla, sendo os mais baratos Major Olímpio, por São Paulo, R$ 0,03 centavos, e Flávio Bolsonaro, pelo Rio de Janeiro, R$ 0,11 centavos.

Entre os dez senadores mais baratos eleitos em 2018, três são do PSL e quatro pertencem à Rede. Do outro lado, o senador mais caro foi Mecias de Jesus, do PRB de Roraima.

Quanto aos governadores, o PSL aparece novamente na lista do mais baratos e encabeça com o Comandante Moisés, que gastou R$ 0,22 centavos por voto para conquistar a vaga no executivo. Os outros quatro que menos custaram também são de partidos nanicos. Em segundo e terceiro lugar aparecem, respectivamente, Wilson Lima, do PSC do Amazonas, R$ 0,49 centavos, e Romeu Zema, do Novo de Minas Gerais, R$ 0,55 centavos.

O governador do Rio de Janeiro também foi uma surpresa. Wilson Witzel, do PSC, gastou R$ 0,57 centavos para ser eleito. Com os resultados das eleições de 2018, o 2º e 3º colocados na lista de estados mais populosos passam para as mãos de partidos nanicos.

*com informações de Estadão Conteúdo