Quem é ativista de partido como o PT tem obrigação moral de se afastar do governo, diz Santos Cruz

  • Por Jovem Pan
  • 08/01/2019 16h58 - Atualizado em 08/01/2019 17h00
Fátima Meira/Estadão ConteúdoGeneral ponderou que exonerações na Secretaria de Governo não são "caça às bruxas"

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, afirmou nesta terça-feira (8) que as exonerações na pasta não possuem viés ideológico nem representam caça às bruxas, embora tenha admitido que militantes devem deixar cargos.

“Quem é ativista de partido como o PT tem obrigação moral de se afastar da administração”, afirmou o general da reserva, após reunião ministerial com o presidente Jair Bolsonaro, nesta manhã, no Palácio do Planalto, em Brasília.

A Secretaria de Governo dispensou 18 funcionários nesta terça, seguindo recomendação da Casa Civil para que titulares de cada pasta do governo exonerem servidores com cargos comissionados e passem um pente-fino em nomeações.

“Exoneração é normal. É uma questão de revisão de estrutura”, argumentou Santos Cruz, que disse estar “conversando” com todos os servidores. “O critério [para permanência] é o da capacitação profissional”, alegou.

Despetização

Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, exonerou 320 funcionários e anunciou que faria uma “chamada oral” para saber como cada um dos ocupantes dos cargos chegou ao governo e quem foi o padrinho político da indicação.

“Para não sair caçando bruxa, primeiro a gente exonera e depois a gente conversa”, afirmou Onyx na semana passada. “O governo é novo: ou ‘afina’ com a gente ou troca de casa. Simples assim”, emendou ele, que falou em “despetizar” o Brasil.

A medida foi alvo de críticas internas e houve quem apontasse o risco de paralisia do governo. “Na Saúde, é um pouco mais complicado. Às vezes você tira uma peça e gera desassistência”, disse, na ocasião, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

*Com informações do Estadão Conteúdo