Questionamentos de Goldman servirão como reflexão para o PSDB, diz Alckmin

  • Por Jovem Pan
  • 02/09/2019 15h46
Fátima Meira/Estadão Conteúdo"Goldman foi uma pessoa sempre coerente, numa linha só em defesa da democracia, do social", afirmou o também ex-governador de SP

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou, nesta segunda-feira (2), ao chegar no velório do também ex-governador Alberto Goldman, que faleceu neste domingo (1), que os “seus questionamentos sobre o que tem acontecido no partido servirão de reflexão para a sigla neste momento”.

“Goldman foi uma pessoa sempre coerente, numa linha só em defesa da democracia, do social, com um olhar para os mais humildes e para um País socialmente mais justo”, disse Alckmin, para quem “fica uma bela luz para orientar novos tempos”.

Goldman morreu por volta das 13h30 de domingo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, após passar mal e ser submetido a uma cirurgia no cérebro. Ele será enterrado no Cemitério Israelita do Butantã.

Já o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso declarou que Goldman “foi um homem direito e nunca se aproveitou da vida política”. “Sempre foi um homem direito, correto. Tinha causas, sempre acreditou nas causas públicas”, ressaltou.

De acordo com FHC, o Brasil precisa de mais gente como Goldman, com coragem, decisão e, que sobretudo, entenda o Brasil.

Perfil conciliador

Mais cedo, o ex-prefeito da capital e ex-ministro Gilberto Kassab (PSD) afirmou que Alberto Goldman era uma pessoa de grande formação e participou de importantes decisões para o País e para a cidade de São Paulo.

Na política, segundo Kassab, Goldman tinha perfil conciliador, convivendo com muita respeitabilidade com segmentos de extrema esquerda à extrema direita, e frisou que sua marcar era a conciliação, com trânsito entre vários espectros políticos.

Em nota, o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Fernando Lottenberg, destacou que o ex-governador de São Paulo pautou sua longa trajetória pública pela defesa de uma sociedade democrática e mais justa. “Sempre se identificou como judeu e tinha orgulho de sua história. Vai fazer falta”.

Também em nota, o presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), Luiz Kignel e o presidente-executivo da entidade, Ricardo Berkiensztat, lamentaram a morte de Goldman e disseram esperar que “sua lição de amor à vida pública sirva de luz e inspiração para outras gerações, e que estes possam contribuir para a construção de uma sociedade mais justa”.

* Com informações do Estadão Conteúdo