Reconhecimento facial da Polícia Civil começa a funcionar nesta terça

  • Por Jovem Pan
  • 28/01/2020 13h47
Governo do Estado de São Paulo. Embora funcione em tempo real, reconhecimento facial será utilizado de outra forma em São Paulo

A Polícia Civil passará usar a partir desta terça-feira, 28, um sistema de reconhecimento facial para reconhecer suspeitos de crimes, foragidos e pessoas desaparecidos. O recurso foi testado durante os jogos da Copa América na Capital, e terá uma base de dados alimentada pelos mais de 30 milhões de biometrias faciais e digitais, majoritariamente da população que emitiu documento de identidade no Estado.

O sistema não funcionará em tempo real. As imagens do local onde o crime ocorreu devem ser enviadas a equipe especializada para que o material seja analizado.

O governador João Doria anunciou o novo artifício da polícia em um evento nesta manhã. Alguns estados como Rio de Janeiro e Bahia, além de outros países, já utilizam tecnologias semelhantes, que já foram alvo de críticas por erros e identificação majoritariamente de pessoas negras.

Segundo Doria, a tecnologia estará sob supervisão humana “constante”. “Aqui o procedimento é para que seja correto e permanentemente avaliado. A tecnologia é o estado mais puro da arte para a identificação do que quer que seja, no âmbito do estudo, acadêmico, da segurança pública, da ciência, mas também falha. Temos que ter cuidado no acompanhamento da própria tecnologia e ter um grupo de trabalho, como há, de supervisão permanente para que nenhuma falha ocorra e, se ocorrer, ser suprimida rapidamente”, disse.

O delegado-geral da Polícia Civil, Rui Ferraz Fontes afirmou que o sistema não vai atuar isoladamente, como prova. “Vamos ‘linkar’ a outros procedimentos da Polícia Civil, que vão formar um conjunto e que vão aí determinar se esse sujeito, que é o suspeito, praticou o delito ou não”, esclareceu.

A base de dados deve ser ampliada para 45 milhões de identidades, segundo o delegado Mitiake Yamamoto, diretor do Instituto de Identificação da Polícia Civil (IIRGD). “Já foi usado na Copa América. Uma ‘blacklist’ foi inserida e identificou torcedores do Chile que tinham alguma restrição, na hora”. Yamamoto, porém, ressaltou que embora possa ser utilizado em etmpo real, o recurso não deve ser aplicado desta forma no Estado.

* Com informações do Estadão Conteúdo.