Rede estadual de SP terá até duas aulas presenciais por semana

Aulas retornarão em 1º de fevereiro; na primeira quinzena, cada unidade de ensino poderá receber até 35% dos alunos por dia

  • Por Júlia Vieira
  • 12/01/2021 16h38 - Atualizado em 13/01/2021 11h30
LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 08/01/2021 As aulas da rede estadual retornarão presencialmente em 1º de fevereiro

A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo definiu que a rede estadual vai começar o ano letivo recebendo os alunos para até duas aulas presenciais por semana. Cada unidade de ensino poderá receber até 35% dos alunos por dia. As aulas das escolas estudais retornarão em 1º de fevereiro, independentemente da fase que o estado e as regiões se encontram no Plano São Paulo. Isso porque, em dezembro de 2020, o governador João Doria (PSDB) incluiu as escolas na lista de atividades essenciais do estado. Ele liberou a retomada das aulas em todas as fases do plano estratégico de combate à Covid-19. Até dezembro, as unidades só estavam autorizadas a abrir a partir da fase 3- amarela.

A porcentagem de alunos que voltarão em cada escola, no entanto, depende do limite de capacidade de lotação da fase em que a região está em inserida. A primeira quinzena será uma exceção: todas as escolas do estado, independentemente da fase do Plano SP, deverão receber apenas 35% dos alunos por dia. “A gente acha que é importante essa redução para um retorno gradual, pensando também nas escolas que ainda não haviam retornado e também para capacitar os estudantes sobre os protocolos sanitários em todas as escolas. Tanto os nossos alunos quanto os novos, que vêm da rede privada ou da rede municipal e para quem é muito importante que a gente faça esse trabalho também”, explicou o subsecretário de Articulação Regional da Secretaria da Educação, Henrique Pimentel. Além dos protocolos, Pimentel ressaltou que o acolhimento dos alunos é uma das partes fundamentais do retorno presencial.

Todos os profissionais voltarão às atividades presenciais, exceto aqueles que fazem parte do grupo de risco, que tenham alguma comorbidade, atestado médico ou mais de 60 anos. “Para esses profissionais que não vão estar no presencial, nós vamos contratar até 10 mil professores . A gente estava com processo de contratação de profissionais aberto e vamos trabalhar com esses professores, nesse primeiro momento, para dar apoio. Os professores que não voltam ao trabalho presencial agora continuam desempenhado a sua atividade de forma remota”, detalhou Pimentel. O subsecretário afirmou que o ensino híbrido na rede estadual deve continuar por um bom tempo. “Estamos investindo bastante na infraestrutura, para que isso possa ser possível, inclusive, na escola.” A medida é válida apenas para a rede estadual. As outras redes devem obedecer apenas o limite de capacidade máxima determinado pelo Plano São Paulo. “Ainda existem normas complementares a esse decreto que vão ser editadas pelo Conselho Estadual da Educação nesta quarta-feira”, disse. Segundo o secretário, o diálogo entre os municípios e o estado tem sido positivo. “São poucos os municípios que manifestaram que não vão voltar nesse primeiro momento. Acho que existe um entendimento da importância desse retorno. Já são mais de 270 dias que alunos de várias localidades do país estão sem aula. É um momento de priorizar a volta”, argumentou.

Sobre a contaminação por coronavírus, Pimentel assegurou que um sistema de monitoramento foi criado para acompanhar os casos positivos da doença e para que os alunos possam registrar e encontrar com facilidade os protocolos de segurança. “Cada escola foi orientada desde o ano passado a criar um comitê de acompanhamento. A escola geralmente tem uma comissão formada por membros da UBS mais próximo, membros da própria comunidade escolar, como pais, para a gente ter esse acompanhamento de como está essa situação nas escolas”, disse. Em 2020, as atividades escolares começaram a ser retomadas presencialmente no Estado de São Paulo no dia 8 de setembro. Entre os casos de Covid-19 reportados, a maioria foi de ocorrências únicas, sem registro de transmissão no ambiente. Entre as medidas adotadas pelo estado está a adoção de máscaras de tecido, face shields, álcool em gel, termômetros, sabonete liquido, papel toalha, papel higiênico e copos descartáveis.

Limite da capacidade em cada fase:

Fase 1 – Vermelha
Educação Básica: até 35%

Fase 2 – Laranja
Educação Básica: até 35%

Fase 3 – Amarela
Educação Básica: até 70%

Fase 4 – Verde
Educação Básica: até 100%