Rede lamenta clima de hostilidade e diz que respeitará decisão sobre Lula

  • Por Estadão Conteúdo
  • 23/01/2018 16h15 - Atualizado em 23/01/2018 16h17
EFE/Sebastião MoreiraEx-presidente Lula será julgado em 2ª instância no TRF4 pelo processo do Tríplex do Guarujá

A Rede Sustentabilidade, partido da pré-candidata à Presidência, Marina Silva, emitiu nota nesta terça-feira, 23, dizendo que acompanha com “muita apreensão” o clima de hostilidade criado em torno do julgamento do recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Federal Regional da 4ª Região (TRF-4).

No texto, a Rede também afirma que vai respeitar a decisão dos desembargadores e volta a defender o fim do foro privilegiado. “Todos são iguais perante a lei”, defende o partido. “A direção nacional da REDE tem manifestado apoio às investigações da operação Lava Jato por entender que são necessárias para o aprimoramento da democracia no Brasil”, diz o documento.

“Todos são iguais perante a lei e essa é a base do regime democrático em qualquer lugar do mundo. Por isso a REDE também tem defendido o fim do foro privilegiado, que dificulta o julgamento dos políticos investigados por corrupção e cria duas categorias de cidadãos.”

Veja a íntegra da nota:

“A REDE acompanha com muita apreensão o clima de hostilidade que se forma em torno do julgamento do ex-presidente Lula e orienta seus filiados a manifestarem suas opiniões de maneira pacífica – esperando que a sociedade brasileira também o faça. A direção nacional da REDE tem manifestado apoio às investigações da operação Lava Jato por entender que são necessárias para o aprimoramento da democracia no Brasil.

A REDE irá respeitar o resultado do julgamento pelo Tribunal Regional Federal – 4ª Região e lembra que o sistema judiciário possui seus próprios mecanismos de revisão de decisões que devem seguir critérios técnicos, independente da conjuntura política.

Todos são iguais perante a lei e essa é a base do regime democrático em qualquer lugar do mundo. Por isso a REDE também tem defendido o fim do foro privilegiado, que dificulta o julgamento dos políticos investigados por corrupção e cria duas categorias de cidadãos.”