Redução de medidas protetivas a mulheres na quarentena preocupa

  • Por Jovem Pan
  • 21/04/2020 06h45 - Atualizado em 21/04/2020 08h30
PixabayAs medidas são determinadas pela justiça a pedido das próprias vítimas e garantem uma distância mínima do agressor

Diante do aumento dos assassinatos de mulheres durante a pandemia, o poder público precisa reforçar a proteção e ampliar os canais de denúncia às vítimas de violência doméstica.

A conclusão é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que identificou uma alta nos casos de feminicídio em alguns estados em março, quando o isolamento começou.

No Mato Grosso, foram dois casos no mesmo período do ano passado para 10 este ano, um aumento de 400%. Em São Paulo, 19 mulheres foram mortas apenas por serem mulheres no mês passado, uma alta de 46% em relação a março de 2019.

A diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, explica que as autoridades devem redobrar a atenção ao tratar desse crime.

Apesar do aumento de assassinatos de mulheres em algumas regiões, houve uma queda expressiva na concessão de medidas protetivas durante a quarentena.

Previstas na Lei Maria da Penha, essas medidas são determinadas pela justiça a pedido das próprias vítimas e garantem uma distância mínima do agressor.

Segundo Samira Bueno, isolada dentro de casa, no entanto, essa mulher tem muitas vezes medo de procurar ajuda.

Em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o boletim de ocorrência agora pode ser feito pela internet, mas as delegacias da mulher seguem funcionando normalmente.

Outras formas de denunciar são o Disque 100 e o Disque 180 e o aplicativo “Direitos Humanos Brasil”, do governo federal.

*Com informações do repórter Leonardo Martins