Reforma da Previdência entra em semana decisiva na Comissão Especial

  • Por Renato Barcellos
  • 01/07/2019 13h11
Assessoria Marcelo RamosNa avaliação do presidente da Comissão especial, todos os trabalhos sendo conduzidos para que a votação em plenário da matéria ocorra antes do recesso parlamentar

O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), presidente da Comissão Especial que analisa a Reforma da Previdência, mantém a previsão de votar o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) ainda nesta semana no colegiado.

De acordo com Ramos, a aposentadoria das carreiras da segurança pública e a inclusão dos estados e municípios na proposta são os pontos que seguem travando a negociação.

“O deputado Rodrigo Maia e os governadores têm dialogado no sentido de trazer os estados e municípios de volta para o texto do relator Samuel Moreira. É dos temas mais sensíveis, sobretudo para os estados do Nordeste. Mas se, efetivamente, os governadores conseguirem alguns votos da oposição, do PDT, PSB e até mesmo do PT, podemos ter a margem necessária para a garantia dos 308 votos no plenário”, disse.

A reinserção dos estados e municípios será discutida na manhã desta terça-feira, em novo encontro dos governadores com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e outros parlamentares. Até a parte da tarde, a expectativa é de que seja construído um acordo que garanta a leitura do voto complementar e a votação dos cinco requerimentos de adiamento da votação apresentados à mesa da comissão.

Segundo Marcelo Ramos, além da reinclusão dos estados e municípios, a grande movimentação para aliviar as regras de aposentadoria das categorias policiais, capitaneada pelo PSL, é um desafio para a tramitação da reforma.

“A tensão que cerca essas categorias, ao tempo em que causa um impacto fiscal significativo, estimulará outros segmentos a pressionarem para ficar fora da reforma”, explicou.

Na avaliação do presidente da Comissão especial da PEC que institui novas normas para a Previdência Social, todos os trabalhos sendo conduzidos para que a votação em plenário da matéria ocorra antes do recesso parlamentar, que inicia em 17 de julho.