Reforma da Previdência não é desejo, é uma necessidade, diz Meirelles

  • Por Estadão Conteúdo
  • 05/12/2016 18h53
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala durante reunião com o presidente interino Michel Temer e líderes empresariais de vários setores produtivos, no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil)Henrique Meirelles

Num discurso em que não foram apresentados os detalhes da reforma da Previdência, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (5) em reunião com o presidente Michel Temer e líderes da base aliada no Congresso, que a reforma “não é desejo, a essa altura não chamaria nem de decisão”. “É uma necessidade. Se não fizermos isso, vamos ter um problema grave”, disse. 

Assim como fez o presidente Temer em sua fala, Meirelles destacou que a população brasileira está vivendo mais e que essa “boa notícia” é algo ruim para a Previdência. “Isso é bom, estamos vivendo mais, mas sustentar isso requer trabalhar mais”, disse. “No Brasil, temos regime solidário, trabalhadores da ativa pagam benefício de aposentados”, lembrou, destacando que o País está envelhecendo rapidamente. 

Meirelles chamou a situação de “dramática” e disse que “mais do que se preocupar com a idade da aposentadoria, é importante saber que o beneficiário vai receber”. “Temos que enfrentar esse problema enquanto há tempo”, completou.

Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avaliou nesta segunda-feira, 5, que a reforma da Previdenciária permitirá ao País sonhar com patamar de taxa de juros diferente do que existe na economia brasileira. “Não é no corrente que vai reduzir a taxa de juros”, ponderou.

Em discurso na reunião de apresentação da proposta de reforma pelo presidente Michel Temer, Maia disse ter certeza que a emenda constitucional da reforma será decisiva para o futuro do País. Ele informou que o texto chega amanhã ao Congresso e que vai criar comissão especial para começar debate ainda este ano.

Segundo ele, todos que têm interesse na recuperação estão olhando para a votação da reforma da Previdência. “Os investidores estão olhando para essa votação como fundamental.”