Reformas da previdência e trabalhista devem ser aprovadas na Câmara até o meio do ano, garante Maia

  • Por Jovem Pan
  • 04/02/2017 10h33
Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, chega ao Congresso Nacional (Marcelo Camargo/Agência Brasil) Marcelo Camargo/Agência Brasil Rodrigo Maia - ag. Brasil

Reeleito presidente da Câmara dos Deputados com 293 votos, Rodrigo Maia (DEM-RJ) segue reforçando o seu discurso de que é um preciso um maior protagonismo da casa nas reformas propostas pelo Planalto.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã deste sábado (04), Maia afirmou que vai trabalhar para que a Câmara seja um “parlamento reformista”.

Ele defendeu a aprovação das reformas da Previdência e da legislação trabalhista para “tirar o Brasil do encilhamento”. Na visão do deputado, as mudanças propostas por Temer são essenciais para o desenvolvimento do País. “Uma garante a geração de emprego e a outra o equilibrio da previdência social”, explica.

Segundo Maia, as duas reformas devem ser analisadas simultaneamente pelo Câmara. “Nós vamos criar duas comissãos especiais ao mesmo momento”, diz. “Pelas minhas contas na Câmara, as duas estarão no Senado no meio do ano, com certeza. Se não estiver é porque não tinha voto suficiente para aprovar e eu espero e vou trabalhar para aprová-las.”

Idade Mínima da previência
O deputado Maia defende a proposta de uma idade mínima na reforma da previdência. “Eu inclusive teria ido mais longe, teria separado o sistema antigo do novo e feito um novo sistema de capitalização”, explica. “Um sistema onde você receberá no futuro o que você contribuiu e não um sistema de repartição, que gera muitos problemas.”

Maia ainda reforça que existe um rombo nesse sistema previdenciário. “Tem um grande desafio nesse debate que é sair da hipocrisia e dizer ao brasileiro a verdade”, afirma. “O sistema da previdência brasileiro está em cheque e corre risco se nada for feito.”

Moreira Franco
Questionado se a nomeação de Moreira Franco como ministro do governo Temer, Maia repete o discurso do planalto. “Eu acho que o ministro já era tratado como ministro. Ele faz parte do governo Temer desde o primeiro dia”, diz. “Temer tomou a decisão correta de unificar temas que o Moreira Franco já tratava dentro de um ministério”.