Rejeição de recurso pode causar arrependimento no futuro, diz Cunha

  • Por Estadão Conteúdo
  • 14/07/2016 12h37

O presidente da Câmara dos DeputadosO presidente da Câmara dos Deputados

O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (14), que está sendo cassado pelos colegas por omissão de informação e em um processo baseado em acusações não comprovadas de delatores. O peemedebista voltou a negar que tenha conta no exterior e disse que o relatório contra seu nome no Conselho de Ética é um “falseamento”. O político também retomou o discurso de que a decisão terá implicações futuras.

O parlamentar, que já havia falado durante a manhã, teve direito a mais dez minutos de discurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, antes da votação do recurso que vai definir se seu processo de cassação seguirá ao plenário ou deverá retornar para análise do Conselho de Ética da Casa.

“Estou sendo cassado por vocês no processo do Conselho de Ética única e exclusivamente por omissão intencional de informação. Se a palavra de um delator é o suficiente para a condenação, não precisaríamos ter o processo legal”, ponderou.

O deputado reafirmou que não mentiu à CPI da Petrobras quando disse que não possuía conta no exterior, jaque o relator Marcos Rogério (DEM-RO) errou ao concluir que a trust da qual é usufrutuário pode ser considerada conta, “o relatório do Conselho de Ética é um falseamento”.

Cunha reiterou que a rejeição de seu recurso abrirá um precedente “perigosíssimo” na Casa, o que pode fazer com que outros políticas se arrependam no futuro, “essa casualidade não é boa para ninguém”, poi, disse, “estamos atropelando a política e o andamento do processo legal”, completou, argumentando que os colegas podem se arrepender da decisão no futuro.