Relator diz não poder prejudicar policiais na reforma por conta de “baderneiros”

  • Por Estadão Conteúdo
  • 19/04/2017 12h10
  • BlueSky
DF - REFORMA/PREVIDÊNCIA/RELATÓRIO/LEITURA - POLÍTICA - O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS- BA), durante leitura do parecer final com as mudanças nas regras de aposentadoria, em Brasília, nesta quarta-feira. Na mais recente atualização do Placar da Previdência a respeito de reforma que tramita na Câmara, o número de parlamentares contrários à proposta aumentou ante a terça-feira, 18, para 276, enquanto o dos que são a favor diminuiu para 100. Na manhã desta quarta-feira, 19, às 9h26, havia ainda, conforme o levantamento especial do Grupo Estado, 35 indecisos. Um total de 64 deputados não quis responder; 36 parlamentares não foram encontrados; e um deputado disse que deve se abster. 19/04/2017 - Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO Arthur Maia - ae

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), esclareceu, em nota à imprensa, que não poderia ter interrompido na terça-feira (18), a negociação com os policiais por causa da ação organizada por sindicatos de policiais, que invadiram a Câmara dos Deputados contra a proposta. 

“Não podemos prejudicar toda uma categoria por conta de alguns poucos baderneiros. A minha expectativa é de que essas pessoas sejam punidas na forma da lei”, disse Maia, que chegou a ser acusado de ter cedido nas negociações com os policiais devido ao protesto da categoria.

“Enquanto estávamos discutindo o acordo, vândalos, com os quais não sentamos nem nos sentaremos para negociar,promoviam a depredação de parte do Congresso. De maneira nenhuma, interromperíamos uma negociação produtiva e séria com pessoas decentes por causa da ação desses bandidos travestidos de policiais”, argumentou o deputado.

Maia disse lamentar que alguns veículos da imprensa tenham associado as mudanças na aposentadoria especial dos policiais, acatadas por ele,com o protesto realizado na quarta pelos sindicatos de policiais, que invadiram a Câmara dos Deputados contra a reforma da Previdência. 

Segundo Maia, já estava em curso uma reunião com deputados da bancada da segurança pública e lideranças do governo. Na sua avaliação, foi construído um avanço significativo para a categoria.

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.