Renan anuncia que votação da repatriação será adiada para quarta-feira

  • Por Estadão Conteúdo
  • 22/11/2016 13h17
Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros, durante o primeiro dia da sessão de julgamento do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Renan Calheiros durante sessão do impeachment no Senado - ABR

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou nesta terça-feira (22) no plenário, que a votação do projeto que reabre o prazo para a repatriação de recursos, prevista para ocorrer nesta terça será transferida para quarta-feira (23). O adiamento ocorreu a pedido do relator da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que solicitou mais tempo para aperfeiçoar o parecer. 

Líder do governo no Congresso, Jucá quer aguardar a reunião do presidente Michel Temer com os governadores, que acontece na tarde de hoje, para finalizar o relatório. “É importante aguardarmos o posicionamento da reunião do presidente Temer com os governadores”, disse Jucá, no Twitter, reforçando que entregará o parecer ainda nesta terça.

No plenário, Renan confirmou que o texto será votado amanhã e lembrou que havia pedido ao presidente para dividir com Estados a multa da repatriação. “Haverá esforço do Senado no sentido de que essa norma fique redigida de forma mais clara e mais precisa para que não tenhamos como consequência a judicialização de uma coisa que a crise exige que seja simplificada”, disse.

Renan fez a declaração durante a abertura da sessão extraordinária do Senado para um debate temático sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos. Participará da discussão o secretário de Acompanhamento Econômico, Mansueto Almeida. Ainda nesta terça, os senadores irão analisar no plenário a PEC da Reforma Política, de autoria de Aécio Neves (PSDB-MG) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES).