Reservatórios de quase todas as regiões do país tiveram queda no último ano
O Sul, no entanto, é a única região que registrou aumento. Ainda assim, a elevação foi inferior a 1%.
Quase todas as regiões do país apresentaram queda nos índices dos reservatórios no último ano. Mesmo com dois fenômenos de chuva prolongada (as ZCAS), os sistemas do Sudeste e do Centro-Oeste seguem pressionados.
Um levantamento feito pelos meteorologistas da Climatempo, com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apontou uma queda de 62,03% em 2025 para 46,1% em 2026.
Veja o comparativo de todas as regiões:

A região Sul foi a única que não apresentou queda. Contudo, a elevação foi pequena e não chegou a 1%. O cenário é de alerta, já que o mês de fevereiro não deve ter chuvas volumosas e constantes.
Segundo a Climatempo, a tendência para fevereiro é de chuva irregular e mal distribuída. A previsão é de que, na segunda quinzena, haja um deslocamento das precipitações mais consistentes para o norte de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.
O cenário preocupa, pois os reservatórios deveriam estar com níveis mais elevados durante o período chuvoso para conseguir atender à demanda durante a estiagem.
Nova Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)
A partir do próximo domingo, uma nova configuração da ZCAS irá se estabelecer. Vale relembrar que a Zona de Convergência do Atlântico Sul é um corredor de umidade vindo do Norte do país que atinge o Centro-Oeste e o Sudeste, acarretando chuva forte e volumosa por vários dias consecutivos. Esta ZCAS terá uma duração mais curta, estendendo-se de domingo (1) até quarta-feira (4), quando começará a perder força.
A terceira ZCAS do ano deve ser diferente das anteriores, pois o fenômeno atuará mais ao sul. Dessa forma, os estados mais impactados serão: parte de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. A atenção também é válida para Minas Gerais, Centro-Oeste e estados do Norte, como Acre, Rondônia e Amazonas. Portanto, esses locais terão tempo fechado e chuva frequente ao longo do dia.
O volume de chuva previsto não resolve de forma rápida a situação dos reservatórios, mas traz um “respiro” para os mananciais — principalmente os de São Paulo, que operam com os piores índices dos últimos 10 anos.
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