Retomada do ano letivo pode acontecer a partir de julho em SP

  • Por Jovem Pan
  • 24/04/2020 13h00 - Atualizado em 24/04/2020 13h26
Governo de São Paulo Rossieli afirmou ainda que, antes de julho, considerando ainda as orientações da saúde, serão definidas as medidas para retomada das aulas no ensino infantil

O secretário de educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, afirmou nesta sexta-feira (24) que o retorno das aulas da rede pública e privada pode acontecer de forma gradual e escalonada a partir de julho, seguindo um sistema de “rodízio” que será adotado pelas escolas.

De acordo com Rossieli, a liberação acontecerá seguindo as recomendações do Comitê de Contingenciamento do Coronavírus e os protocolos e definições serão publicados no Plano São Paulo. Para o ensino fundamental, médio e até mesmo superior, a estimativa é da adoção de aulas presenciais e online.

“Um possível retorno em julho serão para regiões específicas e gradual. Teremos rodízios de estudantes, porque em uma sala de aula que tem 35 estudantes para manter um metro de distância não é possível. Uma parte dos estudantes irá em um dia, uma parte em outro continuando com as aulas remotas. Até que consigamos chegar em um nível de liberação total.”

Rossieli afirmou ainda que, possivelmente, antes de julho, considerando ainda as orientações da saúde, sejam retomadas as aulas do ensino infantil, que “certamente os primeiros a retornar”.

“Vamos começar certamente pelo ensino infantil. No primeiro grau, atendimento restrito para mães trabalhadoras. Nós teremos protocolos diferenciados para educação infantil porque o distanciamento que nós vamos buscar para outras etapas não será igual, porque não é possível determinar para crianças ou bebês o distanciamento, por exemplo, de um metro.”

O anunciou aconteceu durante coletiva de imprensa do governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB). Outras medidas que serão tomadas para a adaptação do ano letivo também foram anunciadas, como adoção, a partir do dia 27 de abril, das aulas online para todos os estudantes em dias e horários alternados.

Outras medidas e definições escolares serão informadas no Plano São Paulo, que vai estabelecer os protocolos para a retomada das atividades no Estado.

As aulas na rede pública municipal e estadual, assim como na rede privada, estão temporariamente suspensas desde o dia 16 de março por determinação do próprio governador, João Doria.  A decisão faz parte das medidas adotadas por São Paulo para aquedar o Estado à quarentena e diminuir as chances de contágio pelo coronavírus.

Ainda durante o pronunciamento, Doria afirmou que se o isolamento em São Paulo reduzir para menos de 50%, o plano para reabertura gradual a partir do dia 11 de maio não poderá ser implementado.