Rio: após morte de adolescente que ia para a aula, escolas na Maré não abrem

  • Por Estadão Conteúdo
  • 21/06/2018 13h24
ESTADÃO CONTEÚDONesta quinta-feira, 21, praticamente nenhuma das 45 escolas da Maré funcionou. São cerca de 30 mil crianças sem aulas no complexo de favelas

O corpo de Marcos Vinícius da Silva, de 14 anos, morto durante uma operação policial no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, na quarta-feira, 20, será velado no Palácio da Cidade, em Botafogo, na zona sul, sede da Prefeitura do Rio – que anunciou ainda que vai decretar luto de três dias pela morte do adolescente.

O enterro do Marcos Vinícius está previsto para a manhã de sexta-feira, 22, no Cemitério São João Batista, na zona sul da capital fluminense. Nesta quinta-feira, 21, praticamente nenhuma das 45 escolas da Maré funcionou. São cerca de 30 mil crianças sem aulas no complexo de favelas.

Na quarta-feira, Marcos Vinícius saiu de casa atrasado para o Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) Operário Vicente Mariano, onde estudava. Quando a operação começou, estava no meio do caminho para a escola e, por isso, diante dos tiros, resolveu retornar para casa. Ele foi, contudo, alvejado na barriga no caminho. O garoto chegou a ser levado para o Hospital Getúlio Vargas, onde foi operado, mas não resistiu aos ferimentos.

Pelo menos outras seis pessoas morreram durante operação realizada na Maré pela Polícia Civil com o apoio das Forças Armadas, na quarta-feira. Moradores relatam que policiais atiraram de dentro de helicópteros, o que levou pânico à comunidade.