Rio tem fila de 758 pacientes aguardando leitos destinados à Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 14/05/2020 11h21 - Atualizado em 14/05/2020 11h21
MAURO SCROBOGNA/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDOA SES confirmou que diariamente novas vagas são abertas (e ocupadas) por motivo de alta, transferência ou óbitos de pacientes

O município do Rio de Janeiro tem, nesta quinta-feira (14), cerca de 758 pessoas aguardando a transferência para leitos destinados à Covid-19, sendo 320 delas para unidades de terapia intensiva (UTI). A fila por uma vaga acontece mesmo que os órgãos de saúde assegurem que ainda há leitos disponíveis.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em toda a rede pública da capital fluminense, há 1.569 pacientes internados com suspeita da doença, sendo 497 em UTI. A taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva para a doença é de 91% na rede pública do município e de 80% nas enfermarias.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES), por sua vez, informou que a ocupação em toda a rede estadual é de 79% em leitos de enfermaria e 86% em leitos de UTI. A SES confirmou que diariamente novas vagas são abertas (e ocupadas) por motivo de alta, transferência ou óbitos de pacientes.

A SES, ao ser questionada sobre a existência de filas de espera mesmo havendo leitos disponíveis, informou que as vagas em hospitais de referência ou campanha são liberadas “gradativamente”. Segundo o órgão, unidades de saúde recém-inauguradas não podem operar com capacidade máxima num primeiro momento. A secretaria esclareceu ainda que, nos demais hospitais sob gestão estadual, é preciso deixar leitos disponíveis para pacientes com outras enfermidades.

Sobre as vagas que aparecem como ociosas, a SMS repetiu a informação de comunicado anterior e disse que “que os leitos que aparecem como ‘livres’ na plataforma da regulação estão em unidades especializadas, como maternidades, psiquiátricas e pediátricas, e que não podem ser usados para covid-19, já que a rede continua de portas abertas para pacientes com outras necessidades”.

Essas vagas são motivo de disputa judicial entre a Prefeitura, o Ministério Público e a Defensoria Pública – os dois órgãos querem que os leitos sejam disponibilizados para pacientes em tratamento do novo coronavírus.

*Com informações do Estadão Conteúdo