Roubo de cabos de linhas de trens segue prejudicando paulistanos

  • Por Jovem Pan
  • 02/09/2017 14h45 - Atualizado em 02/09/2017 14h46
Técnicos da CPTM trabalham na última segunda-feira (28), no local onde houve o furto de cabos de energia da CPTM, na região do Belém, em São Paulo

Criminosos já furtaram 26 km de cabos das linhas ferroviárias do Brasil em 2017. O número é da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos, a ANPTrilhos.

Os crimes acontecem em todo o país, mas atingem principalmente os trilhos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Na última segunda-feira (28), passageiros de duas linhas da CPTM enfrentaram maior tempo de parada das composições em razão de um furto de fios. O crime aconteceu entre as estações Brás e Tatuapé, trecho que serve tanto à linha 11-Coral quanto à linha doze-Safira.

O diretor-executivo da ANPTrilhos, João Gouveia Ferrão Neto, explica que essa lentidão ocorre porque os funcionários têm que autorizar as partidas manualmente sem o cabeamento.

“É uma partida manual em quer o controlador tem que falar com o maquinista para prosseguir viagem e adentrar o próximo trecho. Você perdeu o automatismo com o furto de cabos”.

Uma comissão da Câmara dos Deputados discutiu o tema do furto de cabos em audiência pública nesta semana porque ele também afeta fortemente o setor de energia e telecomunicações.

O deputado Vítor Lippi, do PSDB de São Paulo, diz que convocou a reunião porque o crime tem se expandido ano a ano com a ação de grupos especializados.

“Esse aumento gradativo que deve estar acontecendo por ações de quadrilhas exige desta Casa ações para coibir essa prática tão danosa à sociedade”, discursou.

Os bandidos furtam o cabeamento para extrair o cobre dos fios e revender o metal no mercado negro.

Além de causar problemas na CPTM, esse tipo de crime também tem contribuído para as falhas em semáforos na capital paulista de acordo com a CET.