Sabatina de Fachin tem “questões inquietantes” e “incontornáveis”, diz senador

  • Por Jovem Pan
  • 12/05/2015 09h04
Divulgação/TJPR Dilma indica jurista Luiz Edson Fachin

O Senado sabatina nesta terça- feira (12) o candidato ao Supremo Tribunal Federal Luís Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma. Para o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) participará da seção e diz essa é a oportunidade para que ele esclareça “questões inquietantes”.

Em entrevista exclusiva do Jornal da Manhã Jovem Pan, Nunes ressaltou dois pontos que serão explorados nos questionamentos. “A primeira questão é o fato de ter exercido a profissão de advogado particular ao mesmo tempo em que exercia o cargo de procurador pelo Paraná”, afirma ao ressaltar que a Constituição proíbe o exercício dessa dupla atividade e completa, “me parece difícil de contornar”. Outra questão diz respeito à vinculação política, já que ele contratou para fazer sua campanha a mesma empresa publicitária usada pelo PT: “eu quero saber quem pagou isso e quanto pagou”.

Outro ponto levantado pelo senador são as ideias de Fachin sobre a reforma agrária, que iriam contra a Constituição. “Ele tem escrito sobre a reforma agrária em que o juiz, em caso de ação possessória, não pode conceder uma liminar independente de analisar se a propriedade cumpre ou não sua função social”, expôs.

De acordo com Aloysio Nunes a votação ainda é incerta. “Conversei com senadores e muitos estão aguardando o desempenho dele na sabatina para estabelecer seu voto”, afirmou. Ele também esclareceu que o PSDB, mesmo tendo parte de seus membros em Nova York para homenagear o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em evento, terá bancada na decisão: “estarão de volta amanhã e participarão da votação”.